sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Marilyn

Quando soube que viveria a Marilyn Monroe em uma festa, me dei conta que nunca havia visto um único filme onde ela atuara. Já tinha lido muito sobre a vida da estrela e tinha visto um documentário na GNT, maravilhoso. Ali já tive uma outra idéia da Marilyn, mais real, mais próxima de nós, simples mortais.

Assim que entrei na locadora e perguntei por filmes antigos, já me olharam com uma cara diferente, mas tinha, então segui em frente. Aluguei o mais clássico dela, aquele do vestido branco: "O Pecado mora ao Lado". FANTÁSTICO!

Sinópse: Richard Sherman (Tom Ewell) é um homem que fica sozinho quando sua mulher e seu filho viajam, sentindo-se totalmente solteiro. Esse novo 'estado civil' fica ainda mais forte quando ele se sente atraído pela bela nova vizinha, que é modelo e sonha em ser atriz.



O ator Richard Sherman assim como Marilyn são atores à frente do seu tempo. O tom cômico dele é imitado até hoje por diversos gênios da comédia. A Marilyn era uma atriz deslumbrante! Uma atriz nata! Nunca estudou teatro, apenas sentia e fazia. Foi uma atriz como poucas. Nos anos 50 não era tão incrível ser uma atriz como hoje em dia. As mulheres eram tratadas como prostitutas quando topavam certas cenas, e ela topava! Assumia e fazia, com profissionalismo e personalidade única! Por isso se tornara uma eterna estrela e nunca o contrário disso.

Posso dizer que se "O Pecado mora ao Lado" fosse filmado hoje, e não à 50 anos atrás, não seria tão fascinante quanto foi com ela, a minha estrela atual, Marilyn Monroe.


Então, quando terminei de me vestir de Marilyn para a tal festa, quando coloquei a pinta na bochecha esquerda, me senti ela, me senti enooorme e bela. Até minha postura física mudou, minha voz, meus gestos. Me senti, literalmente, a Marilyn! Foi uma noite divertidíssima, alegre e única na minha vida.




Obrigada Marilyn!

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

A enorme RODA GIGANTE!



Impressionante!



Acho que tudo tem a hora certa de acontecer.

Finalmente vamos fazer a RODA GIGANTE girar exatamente na hora em que conseguimos unir uma equipe brilhante. Uma equipe a fim de fazer. Isso já faz ela girar com uma velocidade freqüente e diferente do habitual. Faz ela girar brilhante. Ainda não é o tamanho merecido dessa RODA GIGANTE, mas já começa a criar a própria base pra poder girar por onde ela quiser e quiserem ver essa beleza de espetáculo.

Estrearemos num espaço muito aconchegante e de fácil acesso pra maioria dos cariocas, no Letras e Expressões de Ipanema. Sempre as quartas e sempre às 21h.

Não quero falar muito sobre essa RODA GIGANTE pra não deixar expectativas, mas posso garantir, sem dúvida alguma, que será diversão na certa!

Te vejo lá!

Beijo!
Julia Sabugosa, feliz da vida!





“Roda Gigante”

Uma estória de um amor improvável entre pessoas bem diferentes. Jonas conhece Ana Beatriz na sala de espera de um consultório de ginecologia. O fruto deste encontro constrangedor é uma noitada onde duas pessoas de perfis opostos descobrem uma vontade única: prolongar a noite que pode mudar as suas vidas.

FICHA TÉCNICA:

Texto | Felipe Sabugosa

Direção | Fernando Melvin

Atores | Julia Sabugosa e Zé Guilherme

Idealização |Julia Sabugosa

Cenografia | Alex Nader e Marcelo Dias

Iluminação | Jorge Espírito Santo

Figurinista |Tatiana Brescia e Ana Roque

Direção Musical | Cesinha e Lia Sabugosa

Direção de Produção |Julia Sabugosa

Produção Executiva | Carolina Guinle

Programação Visual | Flávia da Matta Design e Andreia Arruda

Visagismo |Kaynara

Fotografia | Lucio Luna e Rodrigo Ferrer

Realização |Visconde Produções




Confirme sua presença em uma das quartas, sempre às 21h!

Endereço do Letras e Expressões

Rua Visconde de Pirajá, 276 Ipanema.

domingo, 2 de novembro de 2008

Clarice

Há Momentos

Há momentos na vida em que sentimos tanto
a falta de alguém que o que mais queremos é tirar esta pessoa de nossos sonhos e abraçá-la.

Sonhe com aquilo que você quiser.
Seja o que você quer ser,
porque você possui apenas uma vida
e nela só se tem uma chance
de fazer aquilo que se quer.

Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.

As pessoas mais felizes
não têm as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor
das oportunidades que aparecem
em seus caminhos.

A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam.
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem
a importância das pessoas que passam por suas vidas.

O futuro mais brilhante
é baseado num passado intensamente vivido.
Você só terá sucesso na vida
quando perdoar os erros
e as decepções.

A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar
duram uma eternidade.
A vida não é de se brincar
porque um belo dia se morre.

Clarice Lispector

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

A derrota de Paes

Abrindo mão das próprias convicções (se é que um dia as teve), aliando-se ao que há de mais podre no estado, gastando rios de dinheiro, jogando sujo, usando descaradamente a máquina estadual, federal e universal, beneficiando-se até de um feriado mal intencionado, enfim, com tudo isso, Eduardo Paes só conseguiu ganhar de Gabeira por 50 mil míseros votos.

Como vitória política, já é um resultado extremamente questionável; mas do ponto de vista pessoal, é uma derrota acachapante.

Eduardo Paes levou a prefeitura, sim, mas de contrapeso ficou com uma quadrilha de aliados que não deixa nada a dever àquela que ele acusava o presidente Lula de comandar.

Vai ser prefeito, sim, mas vai ter de arranjar boquinhas para o Crivella, para o Lupi, para o Piciani, para a Clarissa Garotinho, para o Roberto Jefferson, para a Carminha Jerominho, para o Babu, para o Dornelles, para a Jandira... estou esquecendo alguém?

Conquistou um cargo, é verdade, mas conquistou também o desprezo mais profundo de metade do eleitorado.

Em compensação, como carioca, perdeu a chance de viver um momento histórico, em que a prefeitura seria, afinal, ocupada por um homem de bem, com idéias novas e um novo jeito de fazer política; perdeu a chance de ver o Rio de Janeiro sair do limbo a que foi condenado nas últimas décadas, e ganhar projeção pela singularidade da sua administração.

Se Gabeira tivesse sido eleito prefeito, o Rio, que hoje não significa nada em termos políticos, voltaria a ter relevância, até pelo inusitado da coisa. Um prefeito eleito na base do voluntariado, do entusiasmo dos eleitores e da vontade coletiva de virar a mesa seria alguém em quem o país seria obrigado a prestar atenção.

Agora, lá vamos nós para quatro anos de subserviente nulidade, quatro anos em que o recado das urnas será interpretado, pela corja que domina esta infeliz cidade, como um retumbante 'Liberou geral!'

Nojo, nojo, nojo.

Cora Rónai

domingo, 26 de outubro de 2008

O que aconteceu com o eleitorado carioca?

Infelizmente uma das nossas últimas chances de voltarmos a viver numa "Cidade Maravilhosa", foi perdida. Gabeira não ganhou. Triste, decepcionante, apavorante. Deu até falta de ar.

Vamos ver o que nos aguarda. Torço para que tenha sido uma opção boa.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Por que os cães não vivem tanto quanto as pessoas?

(Recebi esse texto da Natinha, a mesma do texto PESTINHA. Achei uma lição de vida e postei aqui. Espero que sinta com ele o mesmo que senti)

Um belo relato...
Sou veterinário, e fui chamado para examinar um cão da raça Wolfhound Irlandês chamado Belker. Os proprietários do animal, Ron, sua esposa Lisa, e seu garotinho Shane, eram todos muito ligados a Belker e esperavam por um milagre. Examinei Belker e descobri que ele estava morrendo de câncer. Eu disse à família que não haveria milagres no caso de Belker, e me ofereci para proceder a eutanásia para o velho cão em sua casa. Enquanto fazíamos os arranjos, Ron e Lisa me contaram que estavam pensando se não seria bom deixar que Shane, de quatro anos de idade, observasse o procedimento. Eles achavam que Shane poderia aprender algo da experiência. No dia seguinte, eu senti o familiar "aperto na garganta" enquanto a família de Belker o rodeava. Shane, o menino, parecia tão calmo, acariciando o velho cão pela última vez, que eu imaginei se ele entendia o que estava se passando. Dentro de poucos minutos, Belker foi-se, pacificamente. O garotinho parecia aceitar a transição de Belker sem dificuldade ou confusão. Nós nos sentamos juntos um pouco após a morte de Belker pensando alto sobre o triste fato da vida dos animais serem mais curtas que as dos seres humanos. Shane, que escutava silenciosamente, saltou: "Eu sei porque." Abismados, nós nos voltamos para ele. O que saiu de sua boca me assombrou. Eu nunca ouvira uma explicação mais reconfortante. Ele disse:

- "As pessoas nascem para que possam aprender a ter uma boa vida, como amar todo mundo todo o tempo e ser bom, certo?" o garoto de quatro anos continuou...
- "Bem, cães já nascem sabendo como fazer isto, portanto não precisam ficar por tanto tempo."

- Os Seres Humanos têm muuuuito que aprender com eles!!!

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Decepção

Fui criada numa família onde o normal era não falar dos sentimentos, dos acontecimentos. Nunca havia detectado essa característica como uma coisa negativa pra mim, por mais que sentisse vontade de contar os acontecimentos pras pessoas mais próximas, nunca quis muito "ocupar" o tempo delas com histórias, de repente, não tão significantes. Mas com o passar dos anos, além de ter crescido a vontade de dividir minhas conquistas e derrotas, comecei a perceber o quão interessantes e significantes, sim, elas eram. Isso aconteceu no final da minha adolescência. Acho que nessa fase da vida a gente fica mais aberta pra questões mais íntimas e passa a se ouvir e ouvir mais.

Nessa mesma fase conheci as meninas, as mesmas do texto AMIGAS. Essas mesmas amigas me exigiam verbalizar minhas aventuras. Comecei a gostar da troca. Por mais que fosse difícil ser julgada, muitas vezes. Mas sentia prazer em enxergar nos olhos delas as minhas vibrações. Eu me via nos olhos delas.

Durante esses anos todos (muitos) fui convivendo com a minha vigia interna. Me policiava em fazer as pessoas participarem da minha vida. Algumas histórias, muitas delas, só eu sei. Mas isso acho que é questão mais profunda, e me faz bem poder ter coisas só minhas. Nada demais, nenhum caso de polícia, mas são minhas.

Agora, uma mulher, cheia de histórias de vida, posso dizer o quanto essa mudança de atitude no início da minha juventude me ajudou a passar por acontecimentos difíceis na vida. Com certeza todos eles tem um “porque” que não devemos contrariar, mas podemos e devemos questionar, isso nos ajuda a absorver e entendê-los.

Agora vejo a força enorme que ganhei com a vida. Que nem uma das maiores decepções, conseguiu, de fato, me deixar no chão. Acredito que essas rasteiras da vida sejam para nos fortalecer e para aprendermos a olhá-las de um ângulo positivo. Sempre há um, e é nele que temos que nos apegar. Assim a tormenta passa e você não se machuca, pois está olhando pra frente, e não pra trás.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Pestinha!

Há uns três anos convivo, quase que diariamente, com uma figurinha raríssima. É uma menina muito inteligente, divertida, dedicada aos estudos, e de humor quase único, uma pestinha em forma de gente.

Tudo começou durante as gravações de Bang Bang. Ela me achou, já não me lembro aonde, e, literalmente, invadiu minha vida. Digo isso porque ela já faz parte da minha vida, mesmo.

Durante as gravações eu era obrigada a desvendar todos os mistérios que ela pedia. Do tipo: “Ele namora ela?”, “Ela é legal?”, “Quem termina com quem?”. Eu ia levando, levando. Até que Bang Bang acabou, mas ela continuou na minha vida. Achei aquilo fenomenal, até porque muitas das fã de Bang e Carmencita que costumavam conversar comigo, já não conversavam tanto. Normal. Mas ela não. Aliás, ainda falo com a Mah, aliás, as DIDs, Maria, Dudinha, Jack, Mayra, mas essa pestinha, é diariamente mesmo. Ela insiste.

No início da nossa história eu ficava um pouco incomodada com a insistência dela, mas depois vi que era puro carinho, mesmo. Ela já era fã da família toda, não era só meu o mérito. Lia Sabugosa, ela adora! Até meu cunhado ela conheceu. A mim, não, só “interneticamente” falando. Ela mora em Curitiba. Linda cidade, mas é longe.

Hoje em dia somos amigas, posso dizer. Ela sabe muitas coisas da minha vida particular, me ajuda em questões, me dá dicas de saúde (ela é veterinária!haha) e anima minhas tardes. De vez enquando exagera, mas nada como um puxão de orelha pra torná-la adulta e quieta.

Essa pessoinha muito especial que faço questão de citar no meu blog é a Natinha. Uma figura que gosto demais e que, espero, não saia mais da minha vida!


quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Amigas

AMIGAS

Sempre que escuto essa palavra, me vem a cabeça pessoas. Não são muitas, mas são realmente.

Tenho um grupo de três delas há muitos anos. Diria mais: há doze anos! Nesse tempo muitas coisas foram aprendidas e vividas. Passamos por transformações de personalidade e de vida.

Cada uma com um perfil diferente: a primeira é praticamente o amor de todas. Ela tem algo diferente e especial, que mesmo quando falha em algo, é automaticamente perdoada por todas. Ela tem um imã que atrai a todos. Quase uma unanimidade. É uma artista no que faz profissionalmente, tem uma risada que ganha de qualquer clac de programa de TV, enfim, uma amiga queridíssima. A segunda é também uma artista no que faz profissionalmente. Fico impressionada como a sua criatividade não se esgota! É A MELHOR no quesito noitada. Ô pessoa animada! Inteligente, engraçada, linda mãe e esposa exemplar. A terceira é a nossa terapeuta amiga! Ô pessoinha querida! Amo demais. É a nossa orientadora de vida, praticamente. Está sempre disposta pro que der e vier. Além de linda de morrer!

Na época em que nos conhecemos eu já era a mais velha. Aliás, ainda sou! Elas ainda estavam no colégio, tinham 16 anos, e eu já estava formada no colégio e estudava na CAL. Maravilhosa escola de teatro. Descobrimos juntas os porres, as drogas mais leves que temos no mercado e os homens, namoros. Na época em que nossas personalidades estavam se formando, foi a fase onde mais convivemos. Deve ser por isso as nossas semelhanças, nossos “bordões” iguais, nossa percepção pela outra. Basta um olhar, um tom de voz, pra sabermos que está tudo ótimo ou muito pelo contrário. Formamos uma casca de amizade comum. Uma espécie de raça. Juro!

Desse grupo de três, passamos pra quatro, com a chegada de uma peça rara no mundo. Uma Mulher maravilhosa que graças a sua personalidade fantástica nos conquistou a ponto de virar uma de nós. Era uma força a mais no nosso traço de personalidade de amizade. Ela realmente faz a diferença. Não é pelo seu corpo escultural ou pelo seu grave na voz, mas pelo amor que ela transmite. Uma mulher que você pode confiar, como irmã.

Até aí tínhamos cinco (contando comigo!) personalidades bem diferentes, com características físicas também diferentes, mas com humor, alegria, leveza de vida, muito semelhante uma das outras.

Vivemos coisas maravilhosas, viagens fenomenais, micos mais ainda, porres históricos, uma lista de homens nada convencionais (somos boas nas escolhas. Cada personagem que nem te conto), uma lista de momentos dignos de um livro. Cada uma com um capítulo. Ou até capítulos escritos por todas com temas diferentes. Aliás, o tema “livro” já rendeu alguns bons dias de reuniões e ótimas lembranças. Até programa de TV tentamos. Existe uma hora de fita gravada de uma noite ótima e deliciosa na casa de duas dessas amigas incríveis. Aliás, isso é outro tema: amigas que de tão amigas resolveram dividir apartamento. Isso, pra mim, é sonho de criança! Acho maravilhoso! Aliás, hoje divido apartamento com uma grande amiga. Não faz parte desse elenco de amigas, mas também amo demais!

Com a entrada de uma sexta amiga, muita coisa mudou. Ela nos acrescentou uma felicidade a mais em viver. É uma mulher linda, independente economicamente e quase emocionalmente, é uma atleta (hoje em dia, mas éééé!), super inteligente, viajada, experiente em temas deliciosos (ai!), boa de conselhos, com bons amigos pra apresentar às amigas, enfim: Fez diferença. Por isso faz parte do grupo.

Até aí estávamos tranqüilas. Até que chegou ela, a maior! Uma amiga que vale ourooo! Só tem um único defeito: pensa mais nos outros que nela. Esse defeito é perigoso. Porque pode ser visto como qualidade, mas não é. Longe disso. Nos gostamos demais dela, a admiramos demais, somos muito apaixonadas por ela, que não podemos achar que ela sendo tão incrivelmente doada a nós, seria bom pra ela também. Por isso que ela está mudando. Muitos papos foram tidos, muitas cervinhas bebidas, que agora as coisas estão mudando, pra melhor. Por isso que ela faz parte de nós, entende? É muito amor!

A última eleita a entrar foi uma mulher das raras no quesito personagem. É mesmo um personagem! Com ela por perto, dificilmente não há gargalhadas, isso sem ela fazer o menor esforço. Aí que está a graça dela. Ainda por cima vem com uma vontade boa de viver a vida. Ela já fazia parte da minha vida há uns três anos, mas só agora entrou também para esse grupo de amigas. Impossível não incluí-la num grupo tão especial.

Esse texto é uma forma de homenagem a essas mulheres fantásticas que fazem da minha vida uma festa! Obrigada por fazerem parte de mim! Amo muito todas! Muito! Muito!

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Amigo, por Batalha!

Amigo, um Ensaio
(Marcelo Batalha)

Difícil querer definir amigo. Amigo é quem te dá um pedacinho do chão, quando é de terra firme que você precisa, ou um pedacinho do céu, se é o sonho que te faz falta.

Amigo é mais que ombro amigo, é mão estendida, mente aberta, coração pulsante, costas largas. É quem tentou e fez, e não tem o egoísmo de não querer compartilhar o que aprendeu. É aquele que cede e não espera retorno, porque sabe que o ato de compartilhar um instante qualquer contigo já o realimenta, satisfaz. É quem já sentiu ou um dia vai sentir o mesmo que você. É a compreensão para o seu cansaço e a insatisfação para a sua reticência.

É aquele que entende seu desejo de voar, de sumir devagar, a angústia pela compreensão dos acontecimentos, a sede pelo "por vir". É ao mesmo tempo espelho que te reflete, e óleo derramado sobre suas aguas agitadas. É quem fica enfurecido por enxergar seu erro, querer tanto o seu bem e saber que a perfeição é utopia. É o sol que seca suas lágrimas, é a polpa que adocica ainda mais seu sorriso.

Amigo é aquele que toca na sua ferida numa mesa de chopp, acompanha suas vitórias, faz piada amenizando problemas. É quem tem medo, dor, náusea, cólica, gozo, igualzinho a você. É quem sabe que viver é ter história pra contar. É quem sorri pra você sem motivo aparente, é quem sofre com seu sofrimento, é o padrinho filosófico dos seus filhos. É o achar daquilo que você nem sabia que buscava.

Amigo é aquele que te lê em cartas esperadas ou não, pequenos bilhetes em sala de aula, mensagens eletrônicas emocionadas. É aquele que te ouve ao telefone mesmo quando a ligação é caótica, com o mesmo prazer e atenção que teria se tivesse olhando em seus olhos. Amigo é multimídia.

Olhos... amigo é quem fala e ouve com o olhar, o seu e o dele em sintonia telepática. É aquele que percebe em seus olhos seus desejos, seus disfarces, alegria, medo. É aquele que aguarda pacientemente e se entusiasma quando vê surgir aquele tão esperado brilho no seu olhar, e é quem tem uma palavra sob medida quando estes mesmos olhos estão amplificando tristeza interior. É lua nova, é a estrela mais brilhante, é luz que se renova a cada instante, com múltiplas e inesperadas cores que cabem todas na sua íris.

Amigo é aquele que te diz "eu te amo" sem qualquer medo de má interpretação : amigo é quem te ama "e ponto". É verdade e razão, sonho e sentimento. Amigo é pra sempre, mesmo que o sempre não exista.

(Marcelo Batalha, 20 de outubro de 1996)

terça-feira, 16 de setembro de 2008

AMIGO

Recebi esse texto de uma amiga de coração gigante: Caroll Llerena. Amei!


Difícil querer definir amigo.

Amigo é quem te dá um pedacinho do chão, quando é de terra firme que você precisa, ou um pedacinho do céu, se é o sonho que te faz falta.

Amigo é mais que ombro amigo, é mão estendida, mente aberta, coração pulsante, costas largas.

É quem tentou e fez, e não tem o egoísmo de não querer compartilhar o que aprendeu.

É aquele que cede e não espera retorno, porque sabe que o ato de compartilhar um instante qualquer contigo já o realimenta, satisfaz.

É quem já sentiu ou um dia vai sentir o mesmo que você.

É a compreensão para o seu cansaço e a insatisfação para a sua reticência.

É aquele que entende seu desejo de voar, de sumir devagar, a angústia pela compreensão dos acontecimentos, a sede pelo 'por vir'.

É ao mesmo tempo espelho que te reflete, e óleo derramado sobre suas águas agitadas.

É quem fica enfurecido por enxergar seu erro, querer tanto o seu bem e saber que a perfeição é utopia. É o sol que seca suas lágrimas, é a polpa que adocica ainda mais seu sorriso.

Amigo é aquele que toca na sua ferida numa mesa de chopp, acompanha suas vitórias, faz piada amenizando problemas.

É quem tem medo, dor, náusea, cólica, gozo, igualzinho a você. É quem sabe que viver é ter história pra contar.

É quem sorri pra você sem motivo aparente, é quem sofre com seu sofrimento, é o padrinho filosófico dos seus filhos. É o achar daquilo que você nem sabia que buscava.

Amigo é aquele que te lê em cartas esperadas ou não, pequenos bilhetes em sala de aula, mensagens eletrônicas emocionadas.

É aquele que te ouve ao telefone mesmo quando a ligação é caótica, com o mesmo prazer e atenção que teria se tivesse olhando em seus olhos.

Amigo é multimídia. Olhos... amigo é quem fala e ouve com o olhar, o seu e o dele em sintonia telepática.

É aquele que percebe em seus olhos seus desejos, seus disfarces, alegria, medo.

É aquele que aguarda pacientemente e se entusiasma quando vê surgir aquele tão esperado brilho no seu olhar, e é quem tem uma palavra sob medida quando estes mesmos olhos estão amplificando tristeza interior.

É lua nova, é a estrela mais brilhante, é luz que se renova a cada instante, com múltiplas e inesperadas cores que cabem todas na sua íris.

Amigo é aquele que te diz 'eu te amo', sem qualquer medo de má interpretação.

A amigo é quem te ama 'e ponto'. É verdade e razão, sonho e sentimento.

Amigo é pra sempre, mesmo que o sempre não exista."


Marcelo Batalha.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Felipe Sabugosa


Difícil escrever sobre o Fil.

Venho pensando em escrever sobre o Fil há um bom tempo, mas nunca acho as palavras exatas para descrever esse talento.

Desde pequeno já se notava uma grande diferença nele. Já era o mais curioso. Já formulava perguntas incríveis, de um ângulo que só ele via. Eram questões, realmente questões. Fazia a família rir, fácil. No esporte não tinha pra ninguém. Fazíamos Olimpíadas em Correas. Era o melhor remador, o que saltava mais alto e ainda ganhava na corrida. Um fenômeno.

No colégio já escrevia no jornalzinho. Devia ter uns 15 anos. Ele, Bruno Porto, dentre outros. Tinha um senso de humor único. Já escrevia muito bem. Estudamos juntos durante alguns anos e sempre tive orgulho do rapaz. Não era o melhor aluno, mas fazia uma grande diferença entre todos.

Em casa tinha seus privilégios, afinal é o único filho homem. Nunca foi de se gabar por tê-los. Não era culpa dele não ser tão cobrado como as suas irmãs. Fil sempre foi na dele, não tinha nem porque acusá-lo de algo. Tirando algumas implicâncias que só ele teria competência pra criar, como deixar um travesseiro em cima da minha porta, pra quando eu entrasse no meu quarto, levasse susto com a queda do mesmo na minha cabeça. Isso era diariamente, sem exceção. Quando o Fil se mudou pra Portugal, o que mais fazia eu perceber a falta que ele me fazia, é que toda vez que eu entrava no meu quarto, olhava pra cima esperando a queda. E essa não chegava.

Fil viajou muito pelo Brasil e mundo. Desde pequeno teve essa vontade de ir em busca de um mundo desconhecido. Como se a vida fosse acabar em poucos minutos. Uma grande virtude dele. Na época de sua primeira grande viagem, onde passou dois anos pela Europa, eu sentia tanta saudade que chegava a doer, fisicamente mesmo. Eu o invejava por conseguir ser tão independente emocionalmente a ponto de ficar longe de tudo e de todos por tanto tempo e tão novo. Devia ter uns 19 anos.

Sempre foi trabalhador. Nunca foi de acordar cedo. Seu despertador acordava, literalmente, o prédio todo, menos ele. Sempre foi de esportes, todos praticamente. Sempre foi romântico, sempre foi fiel. Aliás, a credibilidade que ainda tenho no amor deve-se muito a ele e à Lia, minha irmã exemplo de esposa. O Fil é do tipo de homem que não pode ser definido como tipo, pois até hoje só soube dele (ainda acredito que vá encontrar um pra mim), que não trái, mas se sentir vontade de fazê-lo, conta pra pessoa a ser traída, ou não, traída. É o cúmulo da honestidade em forma de homem, lindo e romântico.

Fil é um talento no que faz profissionalmente. É diretor de fotografia no cinema. Rei dos documentários. Vive recusando trabalho pela falta de tempo. Tenho certeza que, por ele, o dia teria 40 horas, ou 50, pra ele poder beber mais e dormir depois. Coisa que faz pouco. Se quiser ver algum trabalho dele, entre no youtube e tecle Felipe Sabugosa, aí vai me entender.

Na verdade mesmo, o Felipe Sabugosa não se resume a um texto do meu blog. O Fil é merecedor de muitos longas e muitos livros, daqueles grossos e lindos de capa e conteúdo. Assim como ele.

sábado, 13 de setembro de 2008

GABEIRA por Nelson Motta.

UTOPIA CARIOCA


RIO DE JANEIRO - Sempre que vejo na televisão a propaganda do TSE mandando a gente ficar de olho nos nossos eleitos, sinto um certo constrangimento e uma sensação de
ridículo institucional. Mas também um estranho orgulho e um vago sabor de uperioridade: há várias eleições voto no deputado Fernando Gabeira e nunca me decepcionei com seus votos, atitudes e atuação política, mesmo quando, às vezes, discordo de seus pontos de vista. Sua honestidade e inteligência são inquestionáveis.

É uma felicidade democrática ter alguém que realmente representa no Congresso o que você pensa e acredita. Isto também é quase ridículo, porque é uma exceção do que deveria ser a norma, como é em países civilizados. Mas fiquei ainda mais orgulhoso agora que ele impôs suas condições para ser o candidato da frente PV-PSDB-PPS à prefeitura do Rio de Janeiro.

Não pediu poderes ilimitados, nem caminhões dedinheiro, nem submissão dos partidos à sua vontade: exigiu uma campanha limpa, sem ataques pessoais, propositiva; divulgação pela Internet dos fundos e despesas da campanha, e o principal: caso eleito, que o
secretariado seja escolhido por méritos e critérios profissionais e não partidários, sem o habitual loteamento como moeda de troca por apoio político. Ele não acha que só porque "todos" fazem errado ele deve fazer também. É quase uma utopia. Mas se é a
realidade em países civilizados, por que não, um dia, no Brasil?

Conhecido por sua trajetória dedicada aos direitos humanos, à ecologia, saúde,educação e cultura, com reconhecida capacidade de diálogo democrático e
tolerância, sem concessões à ladroagem e à política-como- ela-é, o que ele propõe é o óbvio. Mas parece um sonho quase impossível.

O Rio de Janeiro merece esta esperança.


Nelson Motta

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Bruce Gomlevsky´é Renato Russo, pelo menos em cena.



Na sexta passada fui assistir à peça do Bruce, convidada pela minha amiga querida, Sylvia Morgado. Little, pra mim.

O texto é da Daniela Pereira de Carvalho. Daniela estudou comigo na CAL no meu início de profissionalizante. Éramos amigas. Ela sempre foi diferente da turma, de grande maioria jovens bem jovens, ela também era jovem, aliás, é, mas já tinha algo de muito maduro nela. Já escrevia e ouvia muito bem as aulas, mas nunca foi muito de se arriscar nas cenas, apesar de intensa quando nelas estava. Eu gostava. Normalmente os gênios são calados, mais observadores. Assim era Daniela.

Anos depois fui esbarrar com ela no Plebeu. Um bar que era mais boteco do que bar; hoje em dia nem tanto; onde freqüentam muitos atores e afins. Aliás, lá tem "de um tudo". Adoro. E lá muitas vezes esbarrava com Daniela. O Plebeu sempre foi uma espécie de escritório pra mim e meus irmãos. Anos depois li uma entrevista da Daniela dizendo que lá aconteceram muitas reuniões das montagens. Cerveja é bom pra pensar. Pelo menos nós achamos.

Voltando ao Renato:

A peça realmente é digna de prêmio, até Shell ganhou. Pra mim tinha que ser muito mais. É difícil descrever aqui, mas tentarei.

A direção é do Mauro Mendonça Filho. O texto e peça andam juntos. É perceptível a sintonia dessa parceria Daniela+Mauro. A história de Renato Russo é contada de forma real, com mudanças perfeitas de tempo, local, música. A trilha é fantasticamente executada por uma banda de músicos perfeitos e interpretações vividas com verdade. Até o contra-regra é ótimo! Ele é um personagem a parte pra nós, platéia. E a figura grande, cabelo rock and roll, tudo a ver com à personalidade enlouquecida de Renato, o Russo. Fiquei até mais fã do Renato. Do Bruce, então..

O Bruce estudou na mesma época que eu na CAL. Essa mesma CAL que Daniela estudou comigo. Mas acredito não ter sido nessa época que os dois tenham se conhecido. Ele era um ano à mais que nós nos REGs (nome que se usa na CAL pra definir o período). Sempre foi destaque na escola. Já era um atorzaço. Me lembro bem de uma montagem dele nos jardins da CAL, de "Ubú Rei", se não me engano. Era ótimo! Ali, pra mim, recém aluna, já estava claro o talento dele. Realmente bom no que faz. Era de todos comentarem, de se tornar exemplo pra nós, mais novos e menos experientes. Mesmo os experientes!

Por isso digo e repito:

Aproveitem que voltou para o Rio essa montagem maravilhosa! Teremos mais uma chance de viver Renato Russo!






Teatro João Caetano (Praça Tiradentes, s/n – Centro/RJ).

Tel: 21 2299 2141 / 2142

Horários: 6ª e sábado às 19h30; e domingo às 18h30

Duração: 120 minutos

Temporada: até 19 de outubro

Ingressos: R$ 20,00 e R$ 10,00

Lotação: 1.222 espectadores

Classificação: 14 anos

Ficha Técnica

Idealização, Interpretação e Pesquisa: Bruce Gomlevsky

Dramaturgia e Pesquisa: Daniela Pereira de Carvalho

Colaboração na Dramaturgia: Mauro Mendonça Filho e Bruce Gomlevsky

Direção Geral: Mauro Mendonça Filho

Direção Musical: Marcelo Neves

Iluminação: Wagner Pinto

Cenógrafo: Bel Lobo e Bob Neri

Figurino: Jeane Figueiredo

Direção de Produção: Julia Carrera, Bruce Gomlevsky

Efeito João Gilberto


Ontem realizei um dos sonhos da minha vida: fui ao show do João Gilberto.

Já vinha tentando conseguir um convite para o show há tempos, pois sabia que comprar um ingresso seria quase impossível. Em São Paulo a bilheteria ficou aberta por 40 min, tempo suficiente para esgotar todos os ingressos. Aqui então...Municipal, João Gilberto..

Quando me vem meu primo Joãozinho, Português, habitante temporário do Rio de Janeiro, mas mais carioca de todos os cariocas que já conheci e me pergunta se quero acompanhá-lo no show. Nem acreditei. Passei a semana ligando pra ele: "E aí, tudo certo pro dia 24?". Tava feliz demais pra acreditar que iria realizar esse sonho. Quase tão grande quanto assistir Chico, mas em proporções menores, afinal, Chico..é Chico. Amo desde pequenina.

Até que chegou o dia. Passei a tarde quicando. Depois de um agradável dia, partimos para Municipal do Rio de Janeiro. O local estava repleto de fãs, amigos, pessoas a fim de aparecer, penetras, artistas, anônimos, gente bonita, gente feia, gente de bermuda, e claro, barrados. Gente, não pode ir ao Municipal de bermuda! Como a pessoa sai de bermuda para ir ao Municipal assistir João Gilberto?! Tudo bem que moramos num país tropical e tal, mas Municipal pede uma calça, mesmo a jeans velha e suja, mas pede.

Nosso lugar não era o melhor, mas dava pra ver direitinho o banquinho que João Gilberto iria sentar para nos presentear com lindas composições. Quase uma hora de atraso e eis que surge ele. Mal entrou no palco carregando seu violão, quando foi aplaudido com tanta força por um público saudoso e carente de romantismo. A impressão é que estávamos todos com muitas saudades dele. Eu estava.

O show foi lindo, apesar do som estar realmente muito baixo. A luz era simples, e se repetia, meio aleatório, eu tive essa impressão. O repertório, aquele que já conhecemos, mas que na voz do João Gilberto, ao vivo no Municipal, ficam novas e inéditas. O público parecia estar hipnotizado. E o mais incrível: o Municipal ficou em silêncio durante quase uma hora e meia para ouví-lo. Mesmo nas composições mais conhecidas, era claro o respeito e a vontade do público em ouví-lo. O silêncio só era interrompido para entrar os aplausos, muito calorozos e apaixonados.

A parte mais emocionante foi na música "Chega de Saudade". O público sussurrava a letra. Até João Giberto se emocionou e pediu para o público um bis. Aquilo deve ter sido inédito na vida dele, pelo menos na minha foi. Cantamos novamente sussurrando, agora só nós e o violão de Giba. A coisa mais linda do mundo.

O show foi tão maravilhoso que ouvimos da voz do próprio João Gilberto a seguinte frase: "Não quero mais ir embora daqui". E cantou, cantou, cantou. Acho que foi o bis mais longo da vida de um cantor.

Obrigada João Campilho e Gilberto!

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Marília Pêra em "Cartas a uma jovem atriz"






Ganhei o livro da Marília Pêra de um amigo ator também, que gosto demais, o Eri Johnson. Logo que recebi o livro já tinha certeza que seria de grande ajuda na minha formação de atriz, mas não imaginava o quanto me ajudaria na vida, independente da minha carreira.

No livro, Marília conta como funciona o "back stage" no teatro, cinema e TV. Apesar deu já ter vivido nos três, só que agora, na visão de uma atriz brilhante e de anos de estrada.

Me identifiquei demais com as inseguranças delas, apesar de não entender como pode, uma atriz como ela, ser insegura com questões nunca imaginaveis, como a troca com um diretor, como lidar com a juventude de novos atores, que muitas vezes nem atores são. Enfim, dá uma lição de vida que poucas pessoas são capazes de dar.

Aí você deve estar se perguntando: "Por que a Julia, pessoa bacana, cisma em falar como seu eu fosse ator(triz) também?". Aí é que está: esse livro é pra todos. Nele ela fala de preparação para a vida. Como se manter sempre bem, sempre disposta. Como tratar com dignidade e respeito os colegas de trabalho. Coisa rara hoje em dia. Isso tudo independe mesmo da profissão em que está atuando. Por isso a importância desse livro na vida de todos.

Eu indico! Livro pra ficar na mesinha de cabeceira, e de preferência, ser emprestado, com tanto que te devolvam. Claro!

Leiam: Cartas a uma jovem atriz.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

O que me faz sentir viva?


Estava eu hoje pensando num tema para meu próximo texto do blog, quando recebo um texto sobre a arte de se sentir viva. Adorei. Parei pra refletir e vi quantas coisas me fazem sentir viva.

Para me sentir viva poucas coisas preciso, graças a um humor que imagino ter herdado dos meus pais, pessoas de humor diferente entre eles, e peculiar entre muitos.

A arte de se sentir viva começa no momento em que acordamos para mais um novo dia. Tem dias de tempo chuvoso, tem dias de grana curta, tem dias de noites frustantes, que para se sentir viva pede um som. Música sempre faz bem, mesmo as de gosto duvidoso. Outro truque é olhar para o espelho e sorrir, mesmo que esteja com aquela cara de noite ressaquenta ou cara de quem acordou, simplesmente. Engane seu cérebro fazendo com que "entenda" que está tudo ótimo e sorria para seu espelho, sorria pra você. Se aceitar te faz sentir vivo.

Para me sentir viva sinto a necessidade de produzir. Fazer algo por aguém, por mim, principalmente. Como cumprir com os compromissos de/para nós mesmos, que normalmente não priorizamos. Desde ligar para um parente ou amigo que está distante, como limpar sua caixa de e-mail, visitar aquele espaço que abriu perto da sua casa há 2 anos, que nunca "tem tempo de visitar". Pequenas coisas que sempre deixamos pra depois e nunca faremos, senão agora. Afinal, nem nós sabemos até aonde vai o "depois" que tanto prometemos.

Para me sentir viva preciso de paixão. Preciso sentir meu coração disparar sem estar a espera disso. Não necessariamente a paixão tem que vir em forma de gente, pode ser em forma de peça, filme, um lindo lugar. O que não pode é vir é sem emoção. A vida pede emoção.

Para me sentir viva preciso parar e me ouvir. Me conhecer por dentro. Gosto de conhecer minhas falhas, por mais difícil que seja assumir e admitir meus defeitos, isso me faz sentir viva.

Para me sentir viva preciso estar perto de pessoas que admiro. Mesmo que estejamos calados. Só a sensação de estar perto, já me faz sentir viva. E isso é bom demais. A simplicidade me faz sentir viva. Me faz sentir e ter a certeza que pra me sentir viva, basta estar viva para mim mesma.

Leitura da rOdA GiGAnTe!


Haverá na quinta dessa semana, dia 14, no Café Cultural em Botafogo, a leitura da peça RODA GIGANTE, do autor Felipe Sabugosa. De graça!

Rua São Clemente 409 - Botafogo - Rio de Janeiro - RJ - Brasil

Telefone : (0xx21) 2286-2648 / Tel./fax : (0xx21) 2526-2666

rOdA gIgaNte

Uma estória de um amor improvável entre duas pessoas bem diferentes.
Jonas conhece Ana Beatriz na sala de espera de um consultório de ginecologia. O fruto deste encontro constrangedor é uma noitada onde duas pessoas de perfis opostos descobrem uma vontade única: prolongar a noite que pode mudar as suas vidas.

Ficha técnica:

Texto: Felipe Sabugosa
Direção: Anderson Cunha
Atores: Julia Sabugosa e Zé Guilherme

Vai lá que vai ser bom demais! Diversão garantida!

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Ensina-me a Viver


Na última quinta – feira tive uma das noites mais maravilhosas da minha vida. Fui assistir a uma peça chamada “Ensina-me a Viver”. Já imaginava que a montagem seria genial, afinal a direção foi assinada pelo João Falcão, diretor pernambucano dos mais criativos e de bom gosto que já existiu. Que bom, ainda por cima Brasileiro. No elenco, Arlindo Lopes, Glória Menezes, Fernanda Freitas, Augusto Madeira, Verônica Valentin e outros excelentes atores. Por tanto já sabia que seria fantástico, no mínimo. Mas, por incrível que pareça foi mais surpreendente que se podia imaginar.

Minha paixão por essa história começou há alguns anos atrás, quando assisti a esse filme no Telecine Cult. Me apaixonei. Me lembro que não tinha conseguido assistir o início da história, mas já me prendeu no primeiro minuto. O elenco era perfeito. A caracterização, o clima das cenas, a história tão complexa e ao mesmo tempo leve de se ver. Um filme que me tocou demais, daqueles de se ter em casa.

Além de ótimos motivos para ter essa peça marcada pra sempre na minha vida, essa montagem teatral me tocou demais por ter sido realizada por um ator que acompanhei na minha trajetória de vida. Um ator que tem carisma, talento, dedicação pela profissão, maturidade além da sua idade, além de ser um cara mais que merecedor de todo sucesso que está colhendo. Estudei com Arlindo Lopes na CAL, há alguns bons anos atrás, dez, onze. Naquela época Arlindo, na época, Júnior, já se destacava pelo talento e pelo humor. Ele tinha já um humor diferente em cena. Tinha uma inocência, mas uma força enorme. Desde lá o diretor da CAL já investia no Arlindo. Exigia mais dele que da maioria dos alunos. E ele sempre enfrentava e alcançava. Menino guerreiro. Na época ele tinha uns 18 anos, vinha diariamente do bairro da Penha, onde morava com os pais. Entrávamos as 8:15h na aula, em Laranjeiras. Pra quem não conhece o Rio de Janeiro, é uma boa distância entre os bairros, além de ser um bairro perigoso de ser viver. Ele passava o dia na CAL estudando. Um exemplo de aluno.

Com toda essa força de vontade não poderia ter sido diferente o que está acontecendo agora na vida de Arlindo. Depois de quatro anos batalhando pra conseguir montar a peça, depois de muito trabalho, conseguiu realizar essa montagem excepcional, brilhante. Não deixe de assistir a essa peça. Vai transformar a visão que você tem da vida. E posso te garantir que é pra melhor.


Teatro Leblon

Sala Marília Pêra

Horário: Quinta a sábado, 21h; domingo, 20h. Até 26 de outubro

Ingresso: R$ 60,00 a R$ 80,00

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Bis! Bis! Bis!



Assim que cheguei no Conversa Afinada, atrasada após a tentativa de uma leitura de um longa, a casa já tava cheia. Já fiquei feliz. Quando subo para falar com a cantora, me deparo com uma beleza tal, uma espécie de pintura delicada, com um sorriso aberto e um brilho no olho que iluminava o ambiente. Alí vi que a noite seria daquelas: inesquecível!

Na platéia muitos parentes queridos e amigos, muitos deles já repetiram a dose de assistir e ouvir a Lia no palco algumas muitas vezes, outros consegui trazer pela primeira vez depois de uma campanha difícil, afinal é difícil ganhar credibilidade quando a pessoa a quem o elogio se destina, é a própria irmã. Tento até, dizendo: "Sei que é minha irmã, mas ela realmente é fenomenal". Até que consegui e acreditaram, ou desistiram de negar o convite, e foram ontem. Saíram de lá de boca aberta. Ainda ouvi desses amigos: "Bem que você dizia". Nossa! Como me realizei com os elogios rasgados que ouvi sobre a Lia, minha irmã talento.

Ontem, além da função de babar vendo a Lia em cena, tive que gravar duas músicas, aliás, as minhas prediletas: "Olhe no Céu", do Liô Mariz e "Imagina", do Daniel Lopes. Eu, Felipe Sabugosa (meu gêmeo também talento), Caroll (nossa produtora incrível!) e Vanessa (amiga querida da Lia) ficamos na função, sobre a direção do Fil, claro. Cada um tinha a função de gravar uma parte do corpo ou rosto da Lia. A minha parte eram as mãos. Vamos ver como ficará com a edição. Tô curiosa.

Agora a Lia está na fase de finalização do segunda CD e partirá pra Portugal! Vamos torcer pelo seu sucesso!

Na volta tem mais show! Agora lançando o CD no Estrela da Lapa! Muita ondaaaa!

Lia Sabugosa!

Foi fenomenal, brilhante, espetacular, deslumbrante, apaixonante ontem. Lia Sabugosa arrasou no palco do Conversa Afinada!

Tô indo pra ioga, na volta continuo. Sai daí não!

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Daniel Lopes e seu Show


Logo que cheguei ao Rio sabia que uma noite estava garantida de ser boa, mas estava ansiosa e apreensiva por ela.

No sábado aconteceu um show muito curioso e maravilhoso de ver, o show do Daniel Lopes.

Começarei pela cenografia para que possam se ambientalizar. O local do show foi na Casa da Julieta de Serpa. Um casarão lindo, super bem conservado, na praia do flamengo. Realmente um cenário lindo e quase único numa época onde o moderno tem mais valor.

A sala onde aconteceu o show tem uma decoração curiosa, que nos transporta para um café Frances, pode-se dizer. Afinal os garçons eram todos gentlemen, impressionante o atendimento cordial e educado. Não existiu uma única vez em que saí ou entrei na sala que um dos garçons não abriu a porta. Sempre sorridentes e dispostos a ajudar.

O show:

Daniel estava todo no estilo. Uma camisa estampada com um blaser por cima. Bem moderno e à vontade. Parecia feliz. Em cena só ele o o Ipode, que recebe aplausos no final do espetáculo, claro. Cantou muitas composições de autoria própria, que tem uma legião de fãs fieis ao seu talento e dispostos a ir aonde ele cantar. E algumas composiçoes de sucesso mundial, como triller, do Michael Jackson. Uma versão diferente de qualquer outra já executada. Difícil de explicar, mas interessante de se ver. Ele usou uma espécie de gravador e assim fazia a base da música no palco mesmo. O público se sentiu cumplice da obra. Bem interessante.

Daniel Lopes já faz parte da família Sabugosa há muito tempo, mas não podia deixar de incluí-lo no meu blog. Fiquei muito feliz com o resultado do espetáculo, por isso indico, recomendo, aprovo e repetirei a dose. Na próxima estarei lá de novo e dessa vez com um leva de pessoas. Aliás, quarta agora, dia 23 de julho tem mais! E Lia Sabugosa no Conversa Afinada na quinta, dia 24!!!

Sucesso menino!

segunda-feira, 14 de julho de 2008

voltando pra casa




Na verdade, não exatamente "voltando pra casa", porque a idéia é voltar pra terrinha novamente e realizar o sonho de viver por aqui trabalhando, nem que seja por uns meses apenas. Um sonho de criança a ser realizado, e realizarei, tenho certeza.

Essa viagem foi realmente um marco pra mim. Aqui me senti plena, confiante e segura pra batalhar pelo meu ideal: me realizar profissionalmente.

Nessa viagem tive a certeza de quem realmente sou e de meu valor pras pessoas que me cercam. Aqui vivi grandes amores: minha segunda família, meus amigos, amigas. Aqui lembrei muito da minha mãe. Saudade gigante. Passei por lugares onde pude reviver momentos, almoços, jantares, passeios, que fiz com 15 anos, que fiz com 23 anos. Que marcaram demais minha vida. Foi uma espécie de renascimento, realmente.

Aqui conheci uma das pessoas mais incríveis que alguém pode conhecer: Maria do Carmo Campilho. Isso sem falar na mãe dela, a Isabel. E sem nem mesmo citar sua casa, ou melhor, seu palacete, que fez parte dos meus sonhos de adolescente, quando vim aqui pela primeira vez. Dessa vez pude ver ser real tudo que sonhara.

Aqui convivi com uma família que amo, Família Lima. Amo aquelas mulheres e suas loucuras: Paulinha Badalhoca, Simoninha, Fabizinha e mamy Herminda badalhoca. Pessoas que me abriram sua casa e corações. Como não querer estar perto de vocês?! Impossível.

Aqui conheci uma mulher ótima de se ter por perto. Uma mulher generosa, linda e inteligente, a Cris Carvalho. Acessem o link www.criscarvalho.com que irão me entender. Lei da atração e Cris, tudo a ver.

Aqui convivi com um novo e querido amigo, Eri. Sem ele realmente esse sonho não seria pra agora. Obrigada demais, Eri.

Mas principalmente, aqui, pude entrar em contato comigo mesma. Isso que buscava sem saber nomear o sentimento. Agora achei.

Por isso, nessa quinta feira, dia 17, estou chegando no Rio de Janeiro para uma nova e feliz etapa da minha vida. Só posso dizer uma coisa: acreditem nos seus sonhos, sem eles não há graça de lutar pela felicidade. Eu acreditei e sou feliz hoje.

Mãe



Esse texto foi escrito pela minha irmã querida, Lia. Minha intenção era postar um texto para minha mãe, pelo dia de hoje, mas depois de ler a carta da Lia, me senti representada.



Hoje, dia 13 de julho de 2008, completa 1 ano que minha mãe foi cuidar da gente lá de cima. No ínício era uma confusão de sentimentos, arrependimento, culpa, raiva, e dor, muuuuita dor......tudo aconteceu tão rápido........Com o passar do tempo você vai se acostumando a viver com esse vazio imenso e com a dor que não cessa. Mas outros sentimentos vão se misturando e você passa a lembrar das coisas boas. Tantas palavras de carinho, tantas estória boas , que me encho de orgulho. Minha mãe era realmente uma pessoa especial. Tinha um coração enorme, capaz de adotar o mundo inteiro. Com um senso de humor peculiar , achava muito mais graça na vida real do que em qualquer filme de comédia. Era chique e a vontade ao mesmo tempo. Adorava passar trote, minha avó paterna era das suas vítimas preferidas além de ser também um dos amores da vida dela. Viciada no trabalho, sempre viajou muito, mas nem por isso deixou de ser uma mãe muito presente em nossa educação e formação de caráter.

Sempre apoiou nossas escolhas, sabia que não estávamos de brincadeira, afinal com ela aprendemos que trabalhando é possível conquistar o mundo. Pelo menos no caso dela deu certo.... Acho que um dos maiores medos da Mami era que nós desistíssemos dos nossos sonhos. É claro que tem o lado de mãe, de querer ver seu filho bem financeiramente, com um vida estável, mas ela sabia que isso não era o suficiente para nós. Por isso cada dia eu me sinto mais forte para investir em minha carreira, eu devo isso a ela. Dona Ana falava muito dos filhos, cada vez que ela me apresentava um amigo novo de lá vinha a pergunta, "Você que é a cantora?", " Ela fala sempre de vocês".

Apesar de ser uma mulher de negócios, independente, do mundo, era muito família. A nossa girava em torno dela, desde sempre. Inclusive os agregados. Era doida pelo Cesinha e ele por ela. E mesmo sendo uma agregada da família Monteiro/Sabugosa arrisco dizer que era mais da família que alguns parentes de sangue.

Não sei como será daqui pra frente, mas sei que o que ela construiu é muito sólido. Não há um só dia em que eu deixe de pensar nela, as expressões que só ela usava, as histórias incríveis de vida, e o mesmo acontece com meus irmãos e meu pai. Meus filhos não terão o prazer deste convívio, mas com certeza irão conhecer a avó através do meu pai e de nós 3, essa família que ela construiu e que a amava tanto.

O mundo ficou bem mais chato!!!!!!!!!!



Uns tempos depois daquela triste sexta feira 13 o Blimba, nosso primo, conversando com meu irmão perguntou se ele não teria uma letra a ser musicada. Alguns dias depois o Fil lhe mandou a letra que segue. Com a mesma rapidez o Blimba compôs a musica. E agora um ano depois vocês poderão ouvir esta composição. É só acessar www.myspace.com/oqueimportamesmo. Quem quiser poderá receber por email também, é só me pedir.



O QUE IMPORTA

Foi tão só lembrar
Para então lavar meu corpo

Com gotas salgadas,
Suas flores regadas por mim

Revi o que me trouxe,
Embrulhado em belo papel

Aberto em sufoco
Do embrulho, bem pouco restou

(refrão)
Mas eu guardo o que importa de você
Os momentos, foram muitos, pode crer

Serei forte, já devia, do começo
Reconheço que deixei tanto a dizer

Vou sempre escutar
O que só você dizia

Conta então pra mim
Como só, enfim, respiro

Solto em meu olhar,
Brilhante vai estar, seu rosto

Rogo então sonhar
Leve, flutuar, contigo


(refrão)
Mas eu guardo o que importa de você
Os momentos, foram muitos, pode crer

Serei forte, já devia, do começo
Reconheço que deixei tanto a dizer


Fica aqui nossa homengem a essa mulher maravilha! Te amo mami!!

Lia

sexta-feira, 11 de julho de 2008

martinho e rock and roll!




Cada dia que passa tenho mais certeza da minha ligação com Portugal. Será que em alguma encarnação eu vivi por aqui e era realizada por isso? É inexplicável a sensação boa que sinto. Enfim... isso tudo pra contar do jantar que fui na casa de uma jornalista brasileira, Gilse Campos, que ama Portugal e tem uma belíssima casa aqui no Estoril.

Primeiro a casa: Fica num condomínio em um dos lugares mais bonitos para se morar, no Estoril. Eu estou hospedada no Monte Estoril, acima de lá e agradabilíssimo! Logo que entramos no condomínio, deu pra perceber que não era comum, pareciam pequenos prédios. Assim que adentramos o apartamento tivemos a sensação de entrarmos numa casa. São como casas independêntes, com jardim e tudo. Uma delícia.

Lá estavam muitos músicos da banda do Martinho, o Martinho e sua filha aniversariante, Juliana, Celso e equipe técnica. Galera boa demais. Tinham músicos portugueses, contratantes do Rock and Rio e outras pessoas que não levantei a ficha.

O jantar tinha como prato principal uma espécie de feijoada com feijão branco. Nossa senhora! Regada a muito vinho tinto, muito. Português, claro. Não queria mais sair de lá.

Encontrei um grande amigo da Lia e Cesinha, o músico, excelente por sinal, Zé Ricardo. Fiquei amarradona por saber o quanto ele conquistou aqui na terrinha, coisa difícil de acontecer pela nossa terrona, afinal aqui é bem menor e achando a fonte certa e claro, tendo talento, alcança o sucesso. Isso que minha irmã Lia alcançará aqui. O CD dela já está em boas mãos por aqui.

Noite fenomenal!

Como estou aqui principalmente para batalhar pelo meu lugar ao sol, não durmo muito, então acordei cedo e fui a uma agência para atores. Me receberam muito bem. Acredito que vá render frutos.

Logo a noite fui ao Alive! Um festival de música que está acontecendo em Lisboa. Fui ao show do Rage Against the Machine. Tocam pra caramba, mas não é exatamente a minha onda. Hoje irei assistir Bob Dylan! E sábado....Ben Harper & The Innocent Criminals, Neil Young, Donavon Frankenreiter! Muito amarradona! Venham que consigo convite!

terça-feira, 8 de julho de 2008

colhendo frutos

De uns dois anos pra cá venho focada em voltar à Portugal, principalmente pra trabalhar e viver por um tempo na terrinha. Amo esse lugar e realmente me sinto muito bem aqui. Nem as unhas rôo.

E uns dez dias antes de vir pra cá, sem nem mesmo saber que viria, comprei um livro fantástico, pelo menos pra mim foi: "Lei da Atração". Foi aí que tudo aconteceu.

Estava eu, recém separada, ainda sem saber exatamente que rumo tomar, quando toca o telefone, eu dentro do chuveiro atendo. Era o Eri, meu amigo Eri Johnson, me convidando para embarcar pra Portugal para ajudá-lo a vender o projeto da peça "Boa Idéia", com os contatos que eu tenho e minha mãe tinha. Não pensei nem meia vez, topei.

Achei surreal. Não havia nem uma semana que tinha comprado o livro.

Embarcamos. Até aí já foi uma realização enorme pra mim. Revi lugares e pessoas que amo, conheci pessoas que minha mãe amava e eram muito importantes pra ela, e principalmente estou em contato comigo mesma. Coisa que raramente faço, pois vivo elétrica, pensando em como pagar o aluguel, cuidar da casa, da roupa, de mim, Greg e dos meus irmãos e papi godinho, que são minhas paixões. Aqui relaxei um pouco e eu virei meu foco.

Continuando na lei da atração.

Essa semana conheci uma brasileira que vive aqui há 15 anos e tem como profissão exatamente isso, ensinar a colocar em prática a lei da atração. Não acreditei! Nunca havia conhecido ninguém nessa área, só na Oprah, que são pessoas que não existem na vida real, pelo menos pra mim. O nome da profissão dela, claro, não é essa. Ela se formou em cursos complexos e tem como cliente, executivos e empresas de nome. Conversei muito com ela. Ontem passamos a tarde juntas, e o mais incrível, ela quem me convidou. Eu a atraí, entende? E ela disse exatamente isso, que estou colhendo o que foquei e o principal é acreditar que tudo é possível.

Hoje à tarde recebi o primeiro telefonema de trabalho. Quinta vou gravar! Não me perguntem o que é exatamente, pois pelo telefone não entendo tudo que me dizem, mas sei que não é nada vulgar. Isso eu entendi! É algo pra TV, uma amante de alguém, mas nada vulga, repito. E essa semana terei alguns encontros bem legais pra carreira. Amanhã terei um jantar na casa de uma jornalista da revista Caras. Quero fotos! Fotos! O produtor do Martinho da Vila, meu amigo querido Celso, quem me convidou. Já estou em contato com outro produtor, que está na luta pela venda da peça e na luta em me ajudar. Acho que o canal Record daqui pode também render algo. Enfim, só penso em focar, focar, focar! Isso está sendo o melhor pra mim aqui: ficar só comigo mesma. Melhor companhia que nós mesmos, não existe.

Quero deixar bem claro que sem vocês não sou feliz, não a vida toda, mas está sendo importante estar feliz assim, só comigo. Sem ciúmes, viu?!

Beijinhooosssss

domingo, 6 de julho de 2008

Sintra!

Sintra é uma pequena vila cercada de castelos e belas casas. É o lugar mais visitado de Portugal. Daí você já deve imaginar a beleza que é.

Então..hoje finalmente conhecei uma das melhores amigas de minha mãe, a Maria do Carmo. Pessoa incrível. Doce, alegre, educada, um amor de mulher. Exatamente como minha mãe descrevia, sempre. Daí imagino o porque da saudade que "DonAna" sentia dela sempre que voltava de sua casa aromatizada de lavanda. E Maria do Carmo, claro, não podia me levar num lugar que não fosse Sintra. Logo Sintra, que tanto gosto.

Fomos a uma casa surreal. Parecia filme de época. Logo que entramos já havia começado o concerto. Posso descrever com as mais belas palavras que não conseguirei chegar aos pés da beleza que é o lugar. Era uma casa no alto do vale, com uma vista de tirar o fôlego e um palco de pedras com umas estátuas gregas, cada uma mais linda que a outra, e um piano ao centro com um pianista fe-no-me-nal tocando lindíssimas músicas. Determinado momento quis ir a casa de banho (banheiro), claro, quem me conhece sabe que não existe um único lugar que eu tenha visitado em que não tenha sentido vontade de ir ao banheiro. A recepcionista me orientou: "desça e vá a direita de piscina". Nossa! Minha vontade era de berrar e chamar todos meus amigos e parentes pra lá! A piscina, que também era linda, ficava ao pé da montanha, com um jardim, tipo o jardim do filme "O Iluminado", mas que não fazia medo, só deixava a sensação de bem estar. E só havia eu por lá, pois todos, normais, estavam sentados admirando o concerto. Então dei uma volta pelo jardim e sozinha e feliz da vida. Me senti como uma princesa de filme antigo, só que com um diferencial, estava de all star. Uma princesa moderna, digamos assim. Amei, amei, amei! Acho que nunca terei a oportunidade de viver isso novamente. Aliás, acho que poucas pessoas no mundo tiveram ou terão essa visão na vida. Obrigada Senhor!

Essa semana passarei na casa da Maria do Carmo, bem no centro de Cascais. Lá tem um quarto que seria de minha mãe e agora será aberto para mim. Com cheiro de alfazema. Bem no centro de Cascais. Ficarei mais perto do comboio (trêm) e assim, mais perto de trabalho. Afinal, vim aqui pra isso, também.

Beijos pra todos, pá!

sábado, 5 de julho de 2008

Agora quero trabalho, trabalho, trabalho




É gente...sabem porque vim aqui.

No meu texto anterior falei de saídas, copos e tal, mas vim aqui pra trabalho, e claro, curtir também. Então não se preocupem. Não perdi meu foco, tá Tata Mozão?! Quero mesmo é trabalhar por aqui, na minha área.

Semana que vem já estou com umas reuniões agendas. Além de vender a peça "Boa Idéia", venderei meu "peixe" também. Estou munida de algumas cópias do meu DVD e irei à luta. Assim que aprendi com minha amada mãe. Aliás, aqui não tiro ela de minha cabeça. Todos os dias, sem excessão, penso nela. Muiiitas saudades.

Torçam por mim!

Obs: Hoje à noite irei ao show do Martinho da Vila em Lisboa!

Lia Fofonha, o T reis mandou te muitos beijos e me deu o contato dele para te entregar. Te amo!

Beijos pra todos!!

sexta-feira, 4 de julho de 2008

noite, noite, noite

Da primeira em que passei um longo tempo aqui em Portugal, em 2002, fiz questão de colocar no papel toda a viagem, para que assim ficasse eternizada na minha memória. Dessa vez também está sendo assim, e ainda com o plus de Bill Gates ter criado a internet, assim não só eu tenho o previlégio de ler a história. Então. Dessa vez estou usando um caderninho lindo que minha amiga designer Deinha me deu. Calma aí que está confuso.

Anos depois da outra vinda, numa das muitas mudanças de casa que vivi no Brasil, parei pra reler minha viagem a terrinha. E constatei que durante 40 dias corridos, saí tooodos os dias, todos, a noite. Íamos muito no 40o, um bar na Marina de Cascais, onde um grande e querido amigo, Hugo, trabalhava. Lá tomávamos porres incríveis, ao som de muita música brasileira. Na altura meu irmão não tinha ainda sua banda, "Animais na Pista", mas já arrava um violão e cantava. E dessa vez vejo que não está tão diferente assim. Tenho saído diariamente, mas com o diferencial de não haver mais porres, agora nada como um bom vinhozinho.

Isso tudo só para contar do "Tamariz". Uma boate fantástica que fui ontem com meus amigos Tugas, lê-se "porTUGAS". Fica no Estoril, bem próximo a Cascais. Duas estações de comboio. O lugar fica na beira do mar, com vários espaços pra dançar e muita gente jovem. Essa parte já me acostumei. A impressão que eu tenho é que o mundo está ficando mais jovem, e eu..deixa pra lá. Nessa época do ano os colégios e faculdades estão de férias de "vrão" (verão), então os jovens estão a solta nas ruas. Camis iria amar isso aqui.

As boates funcionam da seguinte maneira: Uma fila gigante se forma na porta, mas há um pequena, paralela à gigante, onde, claro, eu entrei. "Tá pensando que eu não sou boba?!", como diria minha prima Bel. Algumas pessoas tem que pagar 5€ para entrar, outras não. Não me perguntes porque, mas rola isso mesmo. Eu não paguei. Não tenho mais idade pra isso. Também há uma espécie de seleção na entrada, onde algumas pessoas são impedidas de entrar. É aleatório. As vezes pode ser por causa e uma unha encravada ou um cabelo mal pintado. Só pode ser, pois não via sentido nos barrados. Lá dentro cobra-se 4€ por um copo de 200ml de imperial (chopp), que raramente vem gelado. Ou toma-se shot por 4€. Ato bem comum por aqui. Shot pela noite adentro. Ontem experimentei pela primeira vez absinto. Não senti nada. Mas valeu pela noite.

Enfim..quando vier a Lisboa, não deixe de ir ao Tamariz. Vale bem à pena.

Agora estou indo pra Lisboa encontrar o Eri e Tim, que estão de férias de mim há quase dois dias.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Noite em Lisboa




Apaguei o texto todo que havia escritoo! Parva!(idiota) Parva!(idiota) Parva!(idiota)

Então..

Vamos nós:

Quando vierem a Lisboa não podem deixar de ir a boate "Plateau Discoteca". Um lugar muito giro (belo, bonito, legal), com uma decoração fenomenal e um DJ incrível. E olhem que boate não é mesmo a minha praia, mas essa...Não sei se teve a influência por ser uma noite "Girls Party", onde bastava ser rapariga (mulher, fêmea, não meninas fáceis) que ganhava 4 doses, Isso, 4! Claro que tinha o lado negativo nisso tudo: Só havia mulheres debruçadas no bar pedindo imperiais (chopp). Também tinham um gajos (homens, meninos, feras), claro. Aliás, aqui em Lisboa tem muito disso, de noite das mulheres. Acho curioso. E gosto, claro.

Ontem foi uma noite diferente das outras. O Ferraço estava no elenco. Isso, o Ferraço. Ele roubou a Maria Paula e fugiu pra cá. Só não entendo o porque dele não ser pego por policiais, afinal todos o conhecem, assim como conhecem o Zé da Feira. A novela "Duas Caras" ta bombando. Estou a viver do dinheiro que recolho com as informações sobre o final da novela. Não a vi no Brasil, mas tenho uma criatividade aguçada.


Amanhã pegarei um comboio (trêm) para Sintra. Um dos meus lugares prediletos no mundo. É logo aqui perto, mas não estou de carro, então usarei o meio de transporte mais romântico da Zoropa. Me amarro! Aliás, tenho andado muito de comboio e a pé. Uma das vantagens de se morar num país civilizado, poder curtir a cidade sem preocupação, sem medo. Aqui em Cascais me sinto assim. Me sinto em casa, tão em casa que penso, realmente em buscar toda minha família e amigos e trazê-los pra cá. Vão renovando seu passaportes que já já mando buscar a todos.

Amo-vos.

Beijinhossss.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Fátima



Ontem fomos, finalmente à Fátima. Que lugar me Deus!

Pelo que me disseram temos um lugar similar a Fátima no Brasil, que é Aparecida. Irei lá, com certeza, mas falemos de Fátima.

Logo que se chega, ja é possível sentir uma energia muito forte. O ar fica mais leve, com uma vibração boa no ar. Não consigo colocar em palavras, mas me senti tão leve, plena mesmo.

Fiz uma lista com pessoas queridas e coloquei no altar de Fátima, pra trazer muitas felicidades à todos. A lista estava grande. Ancendi 4 velas para trazer saúde, paz, amor e realizações à todos da lista, incluindo eu, claro.

À noite, ainda plena com o astral daquele lugar, fui jantar na "Casa do Guincho", em Cascais. Recomendo. É um espaço com restaurantes em forma de casinhas, lindas. Com uma comida maravilhosa, acompanhada por um vinho...nossa!

Estou saindo agora...depois termino o texto.

beijinhooosssss, pa!

Saudades de todos!

Obs: ô novo ator da area! Depois a gente conversa.

domingo, 29 de junho de 2008

Cilada em Portugal


Lembrei muito de Bruno Mazzeo hoje.

Após uma longa noitada de ontem: um show fantástico da Wanda Stuart, bairro alto e Docas; o dia seguinte não podia ser tão incrível. Claro, a vida não é tão simples assim.

Acordamos tardíssimo, quase as 14h, com a chegada do Tim, amigo do Eri, aliás, esse detalhe ainda não tinha sido incluído aqui: estou viajando com o Eri Johnson, amigo querido que me incluiu, gentilmente, num projeto fenomenal que ainda está sendo concluído, mas que nos trouxe a terrinha. Enfim, acordamos com a ligação do Tim. Como se trata de um mineiro, resolvemos levá-lo a praia. Aí tudo começou. Pegamos um taxi e atravessamos a ponte de 25 de Abril até a Costa da Caparica. Mas esquecemos de um pequeno detalhe: domingo. Me senti em Fortaleza, lugar cheio de brasileiros ouvindo músicas típicas do nordeste brasileiro. Não era essa a idéia. Aliás, não fomos hoje a Fátima exatamente por ser domingo, estar cheio e o Eri bomba nessa terra. Não imaginam. Até eu sou famosa aqui. Já tirei algumas fotos com fãs que nem sabem quem eu sou, mas me acham com cara de famosa. Hilario.

Continuando: após um "sumo de laranja e uma sandes mista", por 25 euros (um roubo!) pegamos um taxi de volta a Lisboa. Não dava pra ficar em Fortaleza quando a idéia é estar na Zoropa. Apesar deu adorar Fortaleza. Atravessamos via barco, na volta, pois não imaginam a "bicha", lê-se fila, de carros que estava para voltarmos a Lisboa. Cilada com C maiúsculo.

Agora estamos no hotel nos arrumando para partirmos pra noite, ou melhor dia, pois aqui por ser verão, a noite chega lá pelas 22h.

Até mais!

Beijinhoss, pá!

sábado, 28 de junho de 2008

Despedida



Quando resolvi topar a empreitada de vir pra Portugal, não imaginava o desejo de todos de ver longe. Até festa de despedida teve. Isso que só vinte dias (a princípio)ficarei na terrinha. Mas como já aconteceu antes, que vinha pra passar 2 meses acabei ficando mais e mais e mais, casei, descasei e mudei pra Recife pós Portugal; as pessoas queridas da minha vida resolveram se precaver, e eu amei!

Essa mensagem é uma pequena forma de agradecimento pelo carinho dedicado a mim. Amo muito meus amigos e amigas. Muito! Que responsa! Mas sabem que é verdade. Mozão, Zecão, Camis, Biazinha, Bigunda, Carollinny,Babiiii... Tenho amigos que só conheço via internet, como a Natinha, que me mandou várias mensagens de "boa viagem" e dedica muito tempo da sua vida em prol de mim. Adoro você Natinha! Também vou sentir saudades! Dé de Sampa, obrigada pela torcida! Marcelo patrão! "Tamu junto!".

Queridos, ainda não tenho muito a dizer sobre a viagem, que está apenas começando, mas posso garantir que será uma delícia! Já tirei várias fotos por aqui, que postarei com o tempo. Agora estou indo ao show da Wanda Stuart, uma portuguesa que canta desde Fado até Blues. Deve ser interessante. Amanhã parto pra Peniche e Fátima, lugar que minha mãe querida amava muito.

Até já!

beijinhosss, pá!

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Portugal, tô chegando!

Começa aqui uma espécie de diário de bordo.

Embarcarei hoje para Portugal. Vem comigo que te explico no caminho.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

A viDa É uMa rOda GigANte

Esse texto foi escrito pela irmã da Caroll Llerena, a Mônica, e define muitas coisas e dúvidas que são comuns a todos, independente de sexo, raça, e religião. Leia e reflita, a vale a pena.

"O medo do desconhecido é um argumento “coringa”, nas sessões de terapia. Ele parece caber como uma luva, para qualquer situação onde dizemos que queremos mudar mas não saímos do lugar.
O medo do desconhecido é a desculpa que contamos pra nós mesmos quando estamos paralisados.
Confesso que desconfio desse argumento. Acreditar que algo me impede de ir a diante pelo simples fato de não saber o que irei encontrar, me soa frágil, até absurdo!
Me convencer de que não avanço se não tenho um script do que irá acontecer, ou que só estarei disposta a mudar se tiver certeza que irá funcionar, me soa covarde, débil até. Eu não gosto de me sentir assim. Me dá uma sensação horrível de ver a vida passar, como se eu fosse uma mera espectadora.
A vida não oferece cheque em branco, e muito menos um teste drive. Pra mim é basicamente: Tentativa e erro. Como diz minha irmã Carol, a vida é uma roda gigante, nunca sabemos onde ela vai parar e quem vai entrar ou sair do nosso vagão. Sábias palavras!
Pra mim, medo do desconhecido é um disfarce tosco para definir o pânico que sentimos por coisas bem conhecidas. Coisas como a morte, fracasso e a solidão. Ficamos paralisados com a possibilidade de encontrá-las ali na frente. Fugimos disso como diabo da cruz! Em alguns momentos, me vejo vivendo como se a vida fosse para sempre, como se as pessoas não envelhecessem , como se tudo estivesse sob controle, como se o tempo não passasse. Então posso adiar aquele sonho, aquela viagem, aquele projeto. Vou empurrando com a barriga. Um dia eu faço...
Viver a vida sabendo que ela passa e que eu não tenho tempo a perder, faz com que eu assuma um compromisso maior com a minha felicidade. Já! Não amanhã ou mês que vem.
Ter medo do desconhecido é como andar no escuro. Sentir que não estou no controle. Mas fala sério, o que eu penso que controlo? Meu corpo? Minha vida? Meu emprego?

Ok. Como controlar um corpo que insiste em envelhecer? Não vale falar em botox, nem em plástica, isso não é controle, é reparação! E a vida? Como controlar o rumo dos acontecimentos! O máximo de controle que eu tenho é em cima daquilo que escolho para mim. É uma arte, essa de fazer escolhas! Escolhas bacanas exigem muito auto-conhecimento se não, você acaba escolhendo o que os outros querem para você, o quê resulta numa verdadeira roubada!
Acabo de me dar conta que talvez seja muito mais prazeroso curtir a roda gigante girando, do que gastar uma mega energia tentando achar que sou eu que a controla. A vida realmente pode ser um parque de diversões. Só depende do ponto de vista!"

quarta-feira, 25 de junho de 2008

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Nada como um Chico na vida...


Hoje me sinto plena. Essa frase define exatamente o sentimento. Incrível isso. Existem palavras, frases, que definem com tal clareza os sentimentos e sensações, que se bastam.

Deu vontade até de ouvir um Chico Buarque. Chico vai bem em qualquer hora, dia, mas hoje acordei afim de um Chico na minha casa, cantando pra mim. Metaforicamente falando. Não precisa ser o próprio, que numa hora dessas deve estar em Paris ou andando na orla do leblon mesmo. Quando digo "afim de um Chico na minha casa, cantando pra mim", seria como alguém que desse nome a plenitude que sinto agora. Ele sabe nomear os mais desconhecidos e inexplicáveis sentimentos. Se bem que nem preciso nomear nada agora. O importante é sentir, até porque tá me fazendo um bem.

O mais incrível é que hoje poderia ser um dia deprê. Dia dos namorados, sem um namorado. Mais um dia que foi inventado por algum comerciante, que enriqueceu as custas de muitos casais apaixonados, ou simplesmente casais. Mas não me deixarei abater. Claro que não! A vida não é feita de tristeza. Pelo menos não deveria ser. Então comemorarei esse dia com pessoas que amo muito: minhas best friends. Vamos assistir "Sex and the City" e depois tomar uns copos pelo Rio de Janeiro. Amigas são namorados sem sexo: viajamos juntas, nos amamos, torcemos pela felicidade alheia, só que não tem a parte chata, que vem com o passar do tempo. Inevitável. A grande arte de amar é não deixar que essa parte chata se transforme em chata. Tem que ficar no ítem "deveres para transformar um amor em eterno". Que bom seria se fosse simples assim...Nem Chico conseguiu. Se bem que foi eterno enquanto durou. Já dizia Vinicius.

Casais, desejo um dia pleno pra todos, com muitos beijos apaixonados, declarações e juras de amor. Para os que não são um "casal", assim como eu, curtam seu dia. A vida passa muito rápido, vamos valorizar as coisas que nos tornam felizes. Faça com eu: bola pra frente, cabeça erguida e um sorriso aberto e receptivo no rosto. Ta me fazendo um bem que nem te conto.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

INfiltrados





Um dos meus sonhos sempre foi trabalhar com meus irmãos. Porque além deles serem realmente talentosos, ficaria tranquila com esses Sabugosa por perto, pois realmente são incríveis.
Mas para que fosse viável nosso sonho, precisávamos que uma quarta pessoa entrasse em cena, a única que realmente levaríamos a sério, afinal não teriam tantos os podres vividos e testemunhados por nós. Mas isso é assunto pra outro texto. Enfim...aí que surgiu a famosa Carolina Llerena. Pessoa única no mundo. Dedicada, honesta, pró-ativa como poucas, AMIGA, fiel aos amigos e fã do trio Sabugosa. Melhor que isso só se viesse em forma do Britcha (com todo respeito a sua linda e amada esposa). Com Carolina no jogo, tudo foi mais fácil, apesar de nada ser fácil nessa vida, mas pudemos tornar real nosso sonho. Até o nome foi sugestão dela: INfiltrados.

Estamos mais felizes do que nunca, trabalhando juntos, ganhando honestamente, recebendo muitos elogios e realizados com o resultado positivo. Agora é colocar esses INfiltrados pra se infiltrarem pelo mundo do cinema. Nossa meta agora é rodar o curta do Felipe, o Sabugosa homem do trio. Aliás, não citei os nomes e funções: Julia Sabugosa, repórter no eventos e atendimento com o cliente; Felipe Sabugosa, diretor de fotografia e editor, e Lia Sabugosa cria as trilhas sonoras, além de embelezar o estúdio de edição; Carolina Lerena, produtora master e atendimento ao cliente.

Tá em dúvida ainda do que se trata? Então leia o textinho de apresentação que entenderá:



Uma festa...música...muita descontração e emoção...barulho de champagne estourando...valsa de 15 anos...beijos apaixonados...gargalhadas longas...nada como eternizar momentos preciosos. Encontramos a solução que faltava: uma cobertura em vídeo personalizada, que só com muita criatividade e ousadia e uma equipe de artistas poderia oferecer.

O trabalho é desenvolvido da seguinte forma:

Algumas horas antes do evento as entrevistas são feitas com a equipe de STAFF: chefe de cozinha falando do que será servido; DJ; decorador; cerimonialista, e tudo mais que for preciso para fazer um grande registro do seu evento.

No caso de casamento e/ou bodas, fazemos o “BATE-BOLA”, uma espécie de jogo de perguntas e respostas com os noivos, separados, para ver quem acerta mais. Uma brincadeira que sempre agrada.

Depois partimos para o evento entrevistando os convidados. Tudo com muita descontração e profissionalismo, de acordo com o briefing de cada cliente!


Só chamar que nos INfiltramos onde for!

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Recadinho da Dudinha de aniversário!

Um dia
inteirinho
só teu,
com o teu jeito,
a tua cor,
o teu olhar,
o teu sabor.
Um dia
inteirinho
pra ganhar abraço
da gente
e ouvir
muita Lia Sabugosa,
que a gente
precisa,
a gente
merece.

sexta-feira, 28 de março de 2008

Nada como viver com simplicidade

"Roubei" esse brilhante texto do blog do também brilhante Bruno Mazzeo, que também cometeu o mesmo ato que eu, roubo, quando postou esse mesmo texto no seu blog. Enfim...se tantas pessoas se interessaram, vale a pena lê-lo.



Num processo de seleção da Volkswagen, os candidatos deveriam responder a seguinte pergunta: ’Você tem experiência?’ A redação abaixo foi desenvolvida por um dos candidatos. Ele foi aprovado e seu texto está fazendo sucesso, e ele com certeza será sempre lembrado por sua criatividade, sua poesia, e acima de tudo por sua alma.

REDAÇÃO VENCEDORA:

Já fiz cosquinha na minha irmã só pra ela parar de chorar. Já me queimei brincando com vela. Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto. Já conversei com o espelho, e até já brinquei de ser bruxo. Já quis ser astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista. Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora. Já passei trote por telefone. Já tomei banho de chuva e acabei me viciando. Já roubei beijo. Já confundi sentimentos. Peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido. Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro. Já me cortei fazendo a barba apressado. Já chorei ouvindo música no ônibus. Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais difíceis de se esquecer. Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrela. Já subi em árvore pra roubar fruta. Já caí da escada de bunda. Já fiz juras eternas. Já escrevi no muro da escola. Já chorei sentado no chão do banheiro. Já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante. Já corri pra não deixar alguém chorando. Já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só. Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado. Já me joguei na piscina sem vontade de voltar. Já bebi uísque até sentir dormentes os meus lábios. Já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar. Já senti medo do escuro.Já tremi de nervoso. Já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial.
Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar. Já apostei em correr descalço na rua. Já gritei de felicidade. Já roubei rosas num enorme jardim. Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um ’para sempre’ pela metade. Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol. Já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão. Foram tantas coisas feitas, momentos fotografados pelas lentes da emoção, guardados num baú, chamado coração. E agora um formulário me interroga, me encosta na parede e grita: ’Qual sua experiência?’.
Essa pergunta ecoa no meu cérebro: experiência... experiência... Será que ser ’plantador de sorrisos’ é uma boa experiência? Não! Talvez eles não saibam ainda colher sonhos! Agora gostaria de indagar uma pequena coisa para quem formulou esta pergunta:

Experiência? Quem a tem, se a todo momento tudo se renova?

quinta-feira, 20 de março de 2008

Sou uma mulher multifacetada



Desde pequena sabia que arte seria meu futuro. No início pensei que fosse arte nas telas, não as de TV, as pintadas com tinta. Adorava. Minha mãe sempre me incentivava, acho que por ela ter esse dom também e não ter seguido esse caminho.

Até que um dia fui ao teatro assistir a peça “Uma Relação tão Delicada”, com a fenomenal Regina Braga e a esplendorosa Irene Ravache. Eu devia ter uns 13 anos. Fiquei tão tocada com aquelas mulheres se transformando naqueles personagens tão complexos, que decidi: “É isso que quero fazer”. Ali tive certeza que havia achado a
minha verdadeira arte. Nunca mais me esqueci quando entrei no camarim e vi a Ravache de perto. Acho que apenas Buarque, o Chico e Ravache me deixam assim, boba, sem reação.

Descoberta a profissão que iria seguir, fui à luta. Por dois anos penei pra entrar no Tablado, a escola primeira de todo ator que realmente quer fazer arte. E claro, que viva no Rio. Lá convivi com Maria Clara Machado. Que pessoa...nossa! Uma verdadeira dama. Infelizmente na minha época ela só dava aula pra terceira idade, mas só de esbarrar com ela pelos corredores do Tablado, já me deixava realizada. Lá tive aula com a incrível Isabela Secchin e seu fiel escudeiro, Luis Otávio. Foram dois anos de muito aprendizado, principalmente de vida, coisa que Isabela sempre frizava: “Se querem TV não é aqui o caminho. Aqui é pra aprender TEATRO!”. Com aquela personalidade toda ela conseguia ensinar, nem que fosse na marra. Adorava!

Como queria ter uma formação completa, não poderia ficar no Tablado a vida toda, por mais que lá seja realmente uma excelente escola, mas precisa aprender mais. Tinha fome de saber mais. Foi aí que entrou a CAL ( Casa das Artes de Laranjeiras) na minha vida. Essa deixou marcas. Além de grandes e eternos amigos. Lá aprendi a usar meu corpo, minha voz, a cantar, a história do teatro. Até coisas que não se devem ensinar aprendi lá, como fumar e beber. Não deviam ensinar essas coisas. Deixo claro que não foi a escola que me ensinou, e sim seus alunos, que amo, mas como todo mundo tem seus defeitos, esses eram os deles. Fiquem tranqüilos que larguei mão, não de beber, mas aprendi a moderar na dose. Nada como a sobriedade para se seguir em frente.

Devem estar se perguntado: “Trabalhar que é bom, nada, né?”. Que nada! Trabalho desde meus 18 anos. Fiz muita, mas muita recepção em eventos, aquela profissão que tem que sorrir mesmo sem achar graça, aliás, aquilo foi um laboratório sem fim pra mim, porque mesmo achando um tédio mortal muitas vezes, eu tinha que manter a pose e sorrir. Fiz muita produção de evento, esse eu gostava, aliás gosto. Tenho o dom de produção, de ser pro-ativa e tal, por isso que peguei a RODA GIGANTE pra colocar de pé; mas isso é outra história que pode ser lida no texto "Cheguei a pensar em desistir". Fiz muitas coisas pra ganhar dinheiro e pagar meus cursos e minhas contas, como G.O do Club Med com as crianças do mini club, uma espécie de arte também, porque cuidar de dezenas de crianças de nacionalidades distintas, só pra artistas; fiz pesquisa pelo telefone com minhas amigas, a gente se encontrava nos finais de semana pós praia e faturávamos uma boa grana; fiz bijuteria; assistência de produção em dois escritórios de produção de eventos; fiz (ainda faço) comercias como atriz, essa parte eu amava, amo, claro.. Isso tudo ao mesmo tempo agora! Era uma vida doida, dura, mas me divertia muito.

Depois de tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo eu fugi. Fugi pra perto da minha mãe e meu gêmeo que estavam em Portugal. Que delícia! Fui pra passar dois meses acabei ficando seis. Como vivi! Conheci pessoas maravilhosas, viajei pela Europa como apresentadora de um documentário sobre músicos pernambucanos pela Europa, como Lula Queiroga, Spok Frevo Orquestra, minha irmã, Lia Sabugosa, cantando com André Rio, e meu irmão filmando e me dirigindo. Viagem inesquecível. Foi o grande teste meu como apresentadora. Foi um desastre. Claro! Não tinha a menor experiência e ainda era pra valer, com grana rolando e tudo. Fiquei numa tensão que nem parecia a mesma apresentadora que sou hoje. O que me deixa tranqüila é que a venda do documentário não foi pra frente, então só eu tenho a fita beta. Escapei do youtube!

Assim que voltei pra vida real senti falta do teatro. Então logo me inscrevi na UniverCidade, no curso de formação de atores. O que foi ótimo, pois já estava mais madura e focada nas aulas. Aprendi muito também. Além de ter feito muitos amigos.

Já formada e trabalhando, ou melhor, tentando trabalhar, pois arte tem disso, é difícil trabalhar que nem te conto. Eis que surge o teste para o longa do Euclydes Marinho, “Mulheres, Sexo, Verdades e Mentiras”. Passei. Foi uma pequena participação, mas fiquei tão realizada, afinal cinema é um sonho de criança pra mim. Amo demais. Logo depois surgiu o teste para novela Bang Bang, até então a novela do meu querido Mário Prata, hoje meu amigo. O diretor adorou o teste. Fiquei quicando em casa a espera do telefonema decisivo. Quatro meses depois...toca o telefone: “Julia, vem aqui no projac pro Waddington te ver”. Que alegria. Logo que cheguei, o meu futuro irmão, Bruno Garcia, me recebeu muito bem e fez questão de entrar comigo no estúdio para o Waddington me ver. Ali senti que tudo daria certo, afinal até meu “irmão” tinha me aprovado. Carmencita entrou na minha vida naquele momento. Uma personagem difícil, mas que me realizou demais.

Pós Bang Bang me deu um certo desespero.” E agora? O que tenho que fazer?”. Juntei todo meu material da novela, selecionei quatro cenas e um monólogo que já tinha gravado há um tempo antes e distribuí pelas emissoras e produtoras pelo Brasil todo. Até que rendeu uns bons trabalhos e claro, umas furadas. Gravei alguns comercias, fiz alguns testes, mas nada concreto. Então foquei em duas áreas que amo muito: Teatro, com a peça do meu irmão, a RODA GIGANTE, e as reportagens, que amo fazer e faço desde 2004, com coberturas em eventos sociais e culturais. Aliás, isso já me dá pano pra manga para mais um texto.