quinta-feira, 9 de julho de 2009

Fio Branco, o primeiro a gente nunca esquece.

Desde jovenzinha tenho a aparência que engana. No ótimo sentido. Normalmente me "dão" idade abaixo da real idade que vivo. Muitos anos à menos, como 6, 7. Fico feliz e agradeço, afinal vivo em busca pelo máximo de tempo de juventude que eu puder manter. Por isso pratico esportes, bebo muita água, procuro me alimentar bem, uso hidratante, limpo bem minha pele, e principalmente, tento não deixar que coisas que normalmente me deixariam triste, me deixarem triste. Tento me manter feliz o máximo do tempo possível.

Mas esse ano algo me dizia que o tempo correria diferente dos demais: impostos abusivos. Quando eles vem, junto vem as rugas, olheiras, revolta e agora, o primeiro fio branco.

"Tudo bem, tô no lucro, afinal já tenho 32 anos". Mas não é só essa questão. Meu corpo está parando de "fabricar" elementos que afetam, pra sempre, a minha vida. Dá uma preocupação, entende?

A minha maior preocupação não é só a aparência, o tempo e o dinheiro gastos pra se manter uma raiz capilar colorida, e sim a modificação interna. Será que terei que mudar meu jeito "moleca", como dizem, quando passar a tingir as mexas? Será que as rugas também passarão a ser expor, já que faz parte do processo de "amadurecimento", assim como os fios brancos? Terei eu que deixar de usar minha bicicleta com cestinha, já que esse tipo de acessório é para meninas e não mulheres? E mulheres, andam de bicicleta assim como eu?

Sei que terei tempo suficiente para conseguir respostas pra tantas perguntas, mas o que me deixa feliz, mesmo, é ter a certeza que sou realmente gêmea do Felipe, porque no dia seguinte ao surgimento do meu primeiro fio albino, o Fil tocou a campainha para dividir a descoberta do seu "primeiro fio branco".

É..o jeito é ouvir e seguir a dica de Dona Canô, que nos deu uma receita para uma boa trajetória, longa e feliz, de vida: "Tentar não se chatear com pequenas coisas".

Assim sigo..se Lula, Sarney, Deputados donos de castelos, e tantos outros sem adjetivos pertinetes, deixarem..

terça-feira, 30 de junho de 2009

Vida!

Numa semana tão triste onde o tema mais citado foi a “morte”, exatamente esta que levou nosso astro maior, Michael Jackson, eu não podia deixar de falar da vida, já que ontem fui presenteada com ela, latejando, cantando ao meu ouvido.

Ontem fui convidada pela minha irmã talento, Lia Sabugosa, pra assistir ao show do Moraes Moreira, mais uma vez - incansavelmente irei mais várias, só chamar - no show palco MPB FM, minha rádio predileta. Cesinha, meu cunhado incrivelmente fantástico na bateria, estava presente no palco. Moraes não é bobo nem nada.

O show foi deslumbrante! Moraes, no auge da sua adolescência energética, colocou TODOS pra dançar desde o início do espetáculo. Sem distinção de idade, raça ou conta bancária. Lá eram todos iguais, como deve ser: gente feliz.

O mais incrível é que SÓ tem música boa. Repertório à lá “Novos Baianos”, com um gingado único e contagiante. De renovar qualquer energia.

Saindo de lá, descompromissada da vida, ouço de Cesinha o seguinte convite: “vai rolar um som na casa do Milton Nascimento, ta afim?”. Como assim?! Claro!! Saímos direto pra casa linda do Bituca, no Itanhangá. Chegando lá soube ser um sarau em homenagem ao incomparável Drexler. Como assim!!??

Chegamos e a festa estava já iniciada, com cantores, atores, compositores, amigos amantes da arte, todos na mesma energia boa, na mesma função: se divertir ao som dos melhores.

Bituca passou o tempo todo (pelo menos o tempo em que eu estive lá), sentado na sua confortável poltrona, de frente para o “palco” improvisado. Não conversava, admirava. Era o primeiro a aplaudir. Com as mãos fortes, fazendo das palmas uma forma vibrante de agradecimento. Meu sorriso não conseguia se desfazer diante de tantos gênios, pra mim, gênios: Lenine, Lia Sabugosa (que deu uma canja de deixar todos de queixo caído!), Daniel Lopes, Totonho Villeroy, Rodrigo Maranhão, músicos brilhantes como Cesinha, Gastão Villeroy e outros tantos que não sei o nome ainda e claro, Jorge Drexler. Na hora do “convidado ilustre”, todos se calaram, pra não perder nem um suspiro do jovem talento. Todo educado e tímido, logo nos primeiro acordes mostrou a que veio ao mundo: tocar, cantar, compor e emocionar. Que beleza de timbra, que beleza musicas, que beleza de apresentação.

Saí da casa do Bituca satisfeita com a vida. Me senti honrada de fazer parte daquele grupo seleto de artistas loucos por arte. Assim me considero. Me senti maior que antes.

Obrigada Cesinha e Lia! Não sei como retribuir a noite vivida. Se pudesse trazer Michael por alguns minutinhos, seria o equivalente a tudo que senti ontem. De verdade.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Romance no ar...



Mimi que o diga!

Depois explico melhor..

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Paz e amor

Tem dias que os problemas se tornam enormes quando não deveriam.

Tenho vivido isso de uns dias pra cá.



Nasci numa família grande, tenho irmãos e muitos primos. Sempre tivemos que “brigar” pelo nosso espaço. Saudável, até. Sempre tentando chamar a atenção para nossas qualidades, para assim podermos conquistar nosso momento de atenção dentro de uma família tão grande.

Eu e meus irmãos fomos criados muito livres. Nossa mãe vivia mais tempo em São Paulo ou viajando pelo mundo a trabalho, do que em casa. Foi uma craque na área musical, muito respeitada e vencedora. E meu pai tinha a rotina centro da cidade/casa. Fomos criados a distância, mas sempre bem criados. Tanto que os três são honestos, amigos e batalhadores. Acredito que a arte fez com que criássemos um jeito diferente e viver. Com mais amor e cuidado.

Essa criação diferente do tradicional nos tornou pessoas diferentes. Não é bom nem ruim, apenas diferentes. Somos mais independentes de atenção que os outros, prezamos por mais liberdade que os outros e temos nossos segredos secretos. Nada grave, mas prezamos por discrição. Sempre fomos assim. Fofoca não é com a gente. Não alimentamos, resolvemos.

Nosso jeito “diferente” atrai pessoas, pois acredito eu, ser evidente uma qualidade quando o tema é: “não dependência”, “não grude”, “liberdade”, “paz”. A gente busca esse equilíbrio, exatamente por ter o tido na infância. A gente não tinha pressão dos pais com o boletim, não tínhamos cobrança de banho, de estudo, de amigos. A gente vivia total liberdade, mas com a arte presente, que nos deu personalidade e caráter.

Não somos perfeitos. Claro que não! Coisa chata, também! Senão não teria a graça da vida, que é a transformação que ela nos aplica diariamente. Eu sou cabeça dura, sou difícil de me abrir, caretinha nos relacionamentos, detesto cobrança de atenção e de atitudes, sou difícil em ouvir críticas, sou extremamente organizada com minhas coisas: não gosto de toalha molhada na cama nem privada destampada; por isso vivo só. Mas sou amiga, isso sei que sou. Amo ser, por isso admito essa qualidade, com orgulho.

Esse texto é uma forma de tentar aplicar o simples na vida de uma pessoa que amo muito e que está passando por uma fase ruim na vida, mas que já vai passar. Eu e meus irmãos tivemos mil motivos pra sermos revoltados com a falta de tempo que nossos pais tiveram pra gente. Mas não. Usamos a nosso favor. Somos extremamente unidos. Claro que já foi tema de choro e briga, mas resolvemos. Principalmente porque quisemos resolver pra viver com paz. Por isso acredito que o ideal a você, é aplicar essas tempestades a seu favor. Olhe pra dentro de você e veja o porquê desse incômodo enorme com coisas que já deviam ter sido resolvidas. Foque na solução, e não no problema.



As tempestades tem sido intensas, só que em copos d água pequenos demais. As tentativas de conversas foram frustrantes, por impaciência e cabeça dura de ambas, mas tentativa de solucionar, houveram. Como tentei, como tentamos. Então uma dica: a vida passa rápido, não desprenda energia a coisas que não vão lhe trazer sensações positivas. Se está magoada, xingue, grite, mas dê uma trégua a vida.

Relaxe e divirta-se na sua viagem! Vai te fazer bem. Te amo e seremos amigas pra sempre. Eu quero! Lá lá lá!

terça-feira, 12 de maio de 2009

Uma declaração..

Vivia a te buscar
Porque pensando em ti
Corria contra o tempo
Eu descartava os dias
Em que não te vi
Como de um filme
A ação que não valeu
Rodava as horas pra trás
Roubava um pouquinho
E ajeitava o meu caminho
Pra encostar no teu

Subia na montanha
Não como anda um corpo
Mas um sentimento
Eu surpreendia o sol
Antes do sol raiar
Saltava as noites
Sem me refazer
E pela porta de trás
Da casa vazia
Eu ingressaria
E te veria
Confusa por me ver
Chegando assim
Mil dias antes de te conhecer



Valsa Brasileira
Chico Buarque e Edu Lobo

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Um dia na TV

Muita gente me pergunta como é meu dia-a-dia na TV. Imagino o quanto a imaginação de uma pessoa que não vive essa realidade, pode viajar. No bom sentido.

Então resolvi escrever sobre o tema:

Costumo chegar na hora marcada, ou antes, já que a primeira função de um ator é ir se preparar fisicamente para “encarnar” o personagem. O primeiro passo para essa transformação é cabelo e maquiagem. Cabelo esse que tenho pra dar e vender. Por isso chego cedo. Pra compensar tenho uma pele limpa e lisa. Cuido dela com muita atenção e cuidado. Meu segredo é mantê-la limpa no dia-a-dia. Não durmo de maquiagem e uso adstringente diariamente, mesmo que não tenha me maquiado no dia. Mas isso não vem ao caso agora, já que o tema é outro.

Assim que chego à sala de maquiagem, meu cabelo é escovado, mesmo seco. Após aproximadamente 30 min. passo para maquiagem. Mimi é discreta na make. As profissionais capricham na pele, usam uma leve sombra e um hidratante na boca. Após essa “transformação” passo para figurino. No camarim as araras são montadas com os figurinos de acordo com as cenas e trocas. Camarim feminino e masculino, de acordo com o sexo do ator. Claro!! Em cada cabide tem o número da cena e da roupa. Sempre tem uma profissional para nos ajudar com a troca. Mesmo que haja tempo suficiente para execução do serviço, elas estão a nossa disposição para que não haja erro. Afinal qualquer pequeno erro se torna gigante quando se trata de uma produção de TV. Tempo realmente é dinheiro em um caso desses.

Cada personagem tem caixas com adereços do personagem, como brincos, pulseiras, prendedores. A Mimi, por ser do núcleo pobre na trama, não é de muito assessórios, tadinha, mas me divirto na escolha dos mesmos. Os figurinistas costumam nos deixar à vontade na escolha.

Depois de pronta, além de esperar pela hora da minha cena ser gravada, costumo ir em busca de amigos de cena para “bater texto”. Essa expressão representa o estudo do texto. Uma forma de nos prepararmos para a hora do “ação”. Normalmente sugerimos soluções para a cena. Isso tudo antes de chegarmos no set de gravação, já que lá quem manda é o diretor e é ele que respeitamos e escutamos. Nós, atores, e todos que estão presentes.

Em cada gravação de cena tem, pelo menos, 20 pessoas presentes: figurinistas, cabeleireiros, maquiadores, camareiras, câmeras-men, iluminadores, produtores de estúdio, responsáveis pelo áudio, revisores de cena, pessoal de corte de cena, assistênte de direção, diretor. Fora as pessoas que estão dentro do suiter, assistindo a cena para ter certeza que tudo está ok para ir ao ar. Muito trabalho pra cada segundo editado. Por isso, cada vez que você for levantar pra fazer xixi durante uma cena ou qualquer outra coisa que interrompa a sua atenção à novela, valorize o momento vivido, pois está deixando de prestigiar horas e horas de trabalho dedicado por uma gigantesca equipe.



Agora minha personagem passará por uma transformação. Uma espécie de amadurecimento, para poder viver um belíssimo romance. Uma hora decisiva para Mimi e pra mim. Portanto estarei mais e mais voltada para essa fase, por isso, me perdoe caso eu fique mais ausente da vida blogueriana.

Me deseje sorte.

terça-feira, 28 de abril de 2009

É fácil, eu consegui!

Já há alguns anos tentava parar de fumar. Cigarro já não me fazia bem. Virei alérgica (coisa que me orgulha em NÃO ser), deixei de ter um pulmão enorme que resistia à quilômetros de bicicleta ou nado; comecei a ter sintomas nada femininos, como cheiro de "noitada". Cá pra nós: o fumante cheira à noitada. Claro que existem as exceções. Mas demorou muito para que eu realmente sentisse a vontade gigante que senti pra poder ter força suficiênte pra me ver livre desse vício que não leva à NADA positivo.

Mesmo minha mãe indo embora por causa desse vício horroroso. Um ano e meio depois de sua ida, consegui. Mas consegui!

Já há uns 6 meses não fumo essa droga lícita. Lícita sabemos bem porque: o governo fatura mais impostos gerados pelo tabaco, que com impostos pagos com assistência médica para o povo que sofre com esse vício. Infelizmente é por essa razão que o cigarro continua legalizado. Aliás, legal não devia ser um adjetivo positivo quando usado relacionado a esse vício. Aliás, à nenhum vício.

Mas esse texto não tem nada de político, é um texto pra ajudar pessoas que querem parar com esse vício. Então vou te contar:

Quando decidi parar de fumar fiz uma espécie de lavagem cerebral. Já sabia dos males, então me coloquei como mais forte que o vício. "Como assim eu deixar de estar saudável por causa de um troço que me deixa fedorenta, sem fôlego e que tirou a minha mãe querida do mundo??". Então comecei pelo básico: "eu vou conseguir". Tirei a palavra "difícil" do meu vocabulário. Nada é difícil se você realmente quer. Aí tudo muda!

Por mais que eu fumasse só quando eu bebia, quando bebia fumava direitinho. Parecia uma viciada de 70 anos de fumo intenso. Ligava um "foda-se", ou foda-me, e me matava aos poucos. Minhas ressacas eram absurdas. Doía tudo. Meu fôlego demorava duas voltas na Lagoa Rodrigo de Freitas (7km e 200m) pra voltar ao normal, fora o cheiro nas mãos, que não saíam por NADA. Nem borra de café adiantava. Acordava querendo dormir pra esquecer. Até que me cansei e estipulei uma meta: "assim que realizar meu sonho pararei de fumar". Meu sonho era assinar um contrato. Até que chegou a Record. Deu um medo. "Agora terei que pagar a promessa!". Foi o momento da conscientização plena. Foi o momento que tive certeza que queria mudar completamente a minha vida. O modo de pensar muda. Claro que no início, cada gole de cerveja dava uma vontade gigante de fumar, mas a vontade dá e passa. Juro! É só ter paciência que ela passa. Assim como foi comigo. Passou completamente!!

Hoje bebo com amigos, saio pra dançar e volto pra casa feliz da vida. Meus dias seguintes são como dias anteriores. São saudáveis. Não existe mais dor no corpo nem arrependimento. Meu sorriso está mais branco e minha pele mais rosada. Até meu humor mudou.

Hoje me sinto mais forte e acredito mais em mim. Assim que deve ser: acredite em você que só você sabe o mal que esse vício te faz. Eu acredito.