segunda-feira, 28 de junho de 2010

Amor Tranquilo


A sensação de paz é fácil de ser identificada, mas não tão fácil de ser alcançada.

Com a chegada do amadurecimento, a quantidade de sensações para se alcançar a paz, aumenta. Não sei se passamos a ser mais chatos e exigentes ou se passamos a querer somar mais sensações boas para ter certeza do alcance da paz, mas que a paz vira uma espécie de utopia, vira.

Junto com a maturidade outra grande qualidade vem, que é a fácil identificação de quando a paz é alcançada. E é dela que quero falar:

A paz chegou e veio acompanhada. Me trouxe ótima música, novos amigos e um lindo sonho de viver um amor tranquilo. Eu tenho a sorte.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Obrigada, de verdade!


Quando comecei a ter noção de como a vida de artista é, tive certa dúvida se queria “aquilo” pra mim. Calma aí. Estou falando da parte que mais me assusta, que é a invasão de privacidade.

Sempre fui tímida. Na verdade era extremamente tímida pra certas coisas, como atravessar uma praça de alimentação. Achava que todos estavam criticando meu jeito de me vestir ou meu cabelo despenteado. Mas como a profissão foi me conquistando, tive que abrir mão da minha timidez. Resolvi não pensar mais no tema. Quando penso que podem estar me observando, mudo o foco. Às vezes funciona.

Durante meus anos de estudo e de conquistas, fui aprendendo a lidar com meus medos. Essa invasão de privacidade que tanto me apavorava foi desaparecendo, porque percebi que as pessoas só poderiam ir até aonde eu permitisse. Sendo ou não fãs. Até amigos ou família, são pessoas que torcem por nós como fãs e que não devem invadir nossa vida.

Sempre achei muito “doida” a relação com os fãs. E acho MUITO importante ser uma relação saudável.

Alguns dos fãs se tornaram amigos. Uma delas é a Natinha, que já foi tema de texto nesse Blog:

http://juliasabugosa.blogspot.com/2008/09/pestinha.html

Há pouco mais de um ano conheci a Rafinha. Uma menina também super inteligente e querida, que SEMPRE torce por mim e pela minha irmã. E isso é mérito nosso, de nós três. No início fiquei meio preocupada em não poder retribuir todo o carinho dedicado por ela, mas hoje em dia falamos abertamente sobre isso e tudo ficou mais claro e verdadeiro. Mais uma conquista, mas agora de nós duas: eu e Rafinha.

Agradeço muito pelas amizades conquistadas nesses anos todos de trabalho. E sem essa torcida grande e verdadeira, seria sem graça cada vitória.

Obrigada, de verdade!

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Brinde a Vida!





A vida é uma passagem e acredito que todos nós pensemos assim.

Por mais que uns não acreditam em céu ou inferno, acreditamos no aqui e agora e isso já basta pra nos fazer querer aproveitar o máximo possível tudo que estamos vendo e sentindo.

Então falemos de vida:

Semana passada minha avó querida completou 90 anos de vida. Estão sendo muito bem vividos. Minha avó continua ativa fisicamente e mentalmente. É uma das mulheres mais inteligentes que conheço. Acredito que todos que a conhecem dividam da mesma opinião que eu.

Exatamente pela paixão que todos sentimos por ela reunimos 91 pessoas que a amam, no seu jardim na última tarde de sábado, para brindarmos a vida. Minha avó é sinônimo de vida. Foi uma bela festa com duração de 12h. Muita música, vinho, cerveja, batida e pro seco pra celebrar a vida!

Minha avó é uma mulher de poucos abraços, mas muitos comentários precisos. Ela abraça sem tocar. Ela ensina sem querer. Ela inspira sem sentir. Ela é naturalmente um exemplo. E sem saber a dimensão disso tudo, ela vai vivendo.

Numa semana onde a vida foi celebrada, a morte andou por perto e nos levou um jovem cheio de talento e carisma. Um cara que vivia pra música e pros filhos. Que tinha uma vida saudável e alegre. Aliás “saudável e alegre” são duas coisas comuns entre minha avó e o Zé São Paulo. Zé era um cara com saúde, alegre e desportista. Um cara cheio de amigos e fãs. Assim como minha avó.

Com essa semana tão contraditória, onde a vida e a morte caminharam juntas, chego à conclusão que nada melhor que olhar a vida com simplicidade. Pra quando nosso momento chegar estejamos satisfeitos com nossos feitos. Assim acredito que Zé estivesse.

Aproveite a vida. Celebre a vida. Cuide dos seus amores e nunca deixe de dizer o quanto ama quem ama de verdade. Eu amo.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Tomo suas Mãos nas Minhas


Ontem assisti a um espetáculo que me deixou completamente apaixonada: “Tomo suas Mãos nas Minhas”.

Em cena estão a bela e talentosíssima atriz, Mirian Freeland e também igualmente brilhante, Roberto Bomtempo. A peça é uma história contada a partir de cartas que eram trocadas por um autor e sua atriz: Anton Tchekhov e Olga Knípper.

O texto é a costura das 412 cartas trocadas pelo casal. A tradução é da Carol Rocamora, e é de uma delicadeza quase única. Trata-se de um romance puro e forte. Um amor quase impossível, não só pela tuberculose grave que ele tem ou pela diferença de idade, mas pela distancia física um do outro.
Encontram nas cartas única maneira de manter esse amor vivo. E conseguem de uma forma firme e fiel.

Mirian e Bomtempo são casados na vida real. Formam um casal tão doce e precioso que parecem até a encarnação de Tchekhov e Olga. Uma sintonia tão linda em cena que fazem o teatro inteiro se apaixonar.

Aí penso: um romance lindo e real. Que bom. Apesar de poucos usarem cartas pra se comunicar, o amor puro e verdadeiro pode existir sim, e isso que importa.

Me senti muito privilegiada.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Simples

Tenho ido muito ao cinema. Sempre fui, mas de um tempo pra cá tenho ido mais. Tenho reservado mais tempo pra ele. E tem sido muito gratificante.

Teatro também tem sido uma boa rotina. Me faz um bem enorme.

Sempre adorei reservar uma parte do tempo da minha vida pra arte. Até dar uma volta de bicicleta na lagoa Rodrigo de Freitas é arte pra mim.

Mas tenho sido pouco artista na arte da escrita. Sempre gostei de escrever, mas nunca havia percebido isso com um olhar direto. Não sabia o quanto gostava disso até criar esse blog. Mas tenho sido relapsa no tema.

O mais curioso é que tenho vivido muitas coisas boas, que é o que me inspira à escrever. Mas não tenho escrito.

Te devo textos. Assisti coisas lindas e não escrevi sobre. Vivi uma estréia maravilhosa com um processo de montagem brilhante e não te contei.

Acho que são os 33 anos chegando. Muita pressão isso tudo: 33 anos de idade, na páscoa. O que isso quer dizer?? Espero que seja bom!



segunda-feira, 22 de março de 2010

terça-feira, 16 de março de 2010

Convite de amigo.

Mais um belo trabalho aparece na minha frente. Coisa boa!

Recebi um convite pra atuar em uma peça com um texto maravilhoso de um jovem autor paulista.

Sempre que sou indicada para fazer determinado papel, me sinto mais responsável ainda em cumprir bem aquela criação. Afinal a confiança foi depositada em mim. E convite quando vem de amigo, o peso é maior. Assim como o orgulho em ser você o escolhido.

Cada personagem, por mais que tenha sido vivido (encenado) dezenas de vezes, sempre ganha uma nova vida, e única. A voz já não é a mesma, o corpo, a energia. Mas nesse caso o personagem determinado para mim poucas vezes ganhou vida. Adoro essa sensação.

A estréia está prevista para daqui a exatos 7 dias. Os ensaios já acontecem a outros 7 dias. Totalizando no dia da estréia 14 dias ensaiados para vivermos uma história forte, inteligente, engraçada, dramática e surpreendente.

Meu personagem (assim como todos da peça) é forte. Uma espécie de prova, de Julia pra Julia. Um personagem maravilhoso de viver em um texto preciso e colorido. Um prazer completo.

Assim que estiver tudo certo, com data, hora e arte de divulgação, apresentarei a ficha técnica. Uma turma boa demais de conviver e assistir. Que privilégio o meu!